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	<title>Site do Tiago &#187; tradições</title>
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	<description>em Cracóvia, na Polónia e no resto do Mundo</description>
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		<title>Caro vizinho&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 18:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiagowski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caro vizinho/a, Podíamos ser amigos, mas não estás a fazer com que seja fácil gostar de ti! Talvez seja uma questão cultural e o problema até esteja em mim, mas não acho muito normal que todos os dias às 7 da manhã (quando não é antes) comeces a fazer buracos (ou lá o que quer [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro vizinho/a,</p>
<p>Podíamos ser amigos, mas não estás a fazer com que seja fácil gostar de ti!</p>
<p>Talvez seja uma questão cultural e o problema até esteja em mim, mas não acho muito normal que todos os dias às 7 da manhã (quando não é antes) comeces a fazer buracos (ou lá o que quer que seja) nas paredes de casa. É que isso faz muito barulho e não é das minhas formas preferidas de acordar! Embora durante a semana os teus barulhos me deixem rabugento, na verdade não me incomodam tanto quanto isso porque também tenho que me levantar cedo para ir trabalhar.&#160; Mas&#8230; e aos fins-de-semana? Há mesmo necessidade de fazer todo o prédio tremer com tanto barulho ainda antes das 9 da manhã? O mais curioso é que durante a tarde faz-se silêncio&#8230; não podias trocar? Deixavas-me dormir de manhã e fazias as coisas barulhentas de tarde&#8230; Espero que consigamos ultrapassar isto e que as obras mais feias não se arrastem durante muito tempo!</p>
<p>Mas, caro vizinho, sabes de que é que gosto ainda menos? É daquelas alturas em que enches os elevadores com tralhas (madeiras para o chão, tintas, azulejos, sanitas, etc) e os deixas bloqueados durante longos períodos de tempo. Temos dois elevadores, um é grande e lento e serve claramente para as tuas coisas; o outro, mais pequeno e rápido, serve para transportar pessoas. Precisas mesmo de usar os dois ao mesmo tempo? É que é desagradável, depois de ter sido acordado com a tua barulheira, chamar o elevador e ele não aparecer por tu estares no rés-do-chão a bloqueá-lo. Não te esqueças que vivemos no sétimo andar&#8230;</p>
<p>Agora que falei dos elevadores surgiram-me algumas questões que, caro vizinho, não dizem respeito apenas a ti. Porque é que ninguém neste prédio se cumprimenta quando se encontram no elevador? Se não for eu a soltar um tímido &quot;Dzien dobry&quot;, não há quem diga uma palavra! Entram e vão o tempo todo a olhar para o chão ou para as luzes no tecto. E depois acham muito estranho eu dizer aos jornais portugueses que por vezes os polacos são &quot;frios, distantes e austeros&quot;. Enfim! </p>
<p>Continuando a falar sobre os elevadores&#8230; sabes quando é que vão tirar aquelas esferovites horríveis das paredes? É que já lá estão há meses, não cheiram propriamente bem e são um péssimo cartão de visita para quem visite o prédio. Ainda por cima alguém achou que aquilo era um bom sítio para escrever idiotices com as chaves de casa e agora as ditas paredes estão cheias de nomes polacos e também da sigla SLB (que ninguém sabe ao certo o que significa). Muito mau&#8230;</p>
<p>Para acabar&#8230; o que achas dos nossos seguranças? Viver num condomínio fechado tem as suas vantagens. Ao contrário do que me acontecia anteriormente, agora já não preciso de verificar todas as manhãs se alguém partiu um espelho ao carro, se lhe fizeram um risco ou se lhe arrancaram alguma peça durante a noite. Sim, na rua onde vivia anteriormente isso acontecia frequentemente. Não sei se eram os vizinhos ou se eram alguns dos visitantes dos bares e discotecas que existiam nas redondezas, a verdade é que acontecia. Aqui isso acabou. Os seguranças fecham a porta e pronto, ninguém entra sem que eles controlem. Teoricamente parece-me bem mas às vezes, durante a noite, é&#8230; digamos&#8230; muito parvo! Porquê? Então, como ninguém a não ser os seguranças tem chaves ou um comando para abrir os portões, nos dias em que <em>alguém</em> chegue a casa às 4h ou 5h da manhã tem de tocar à campainha para que lhe abram a porta. E eles estão quase sempre a dormir! É chato! Uma vez, <em>alguém</em> até teve que saltar o portão porque ficou uns 10 minutos &quot;preso&quot; na rua sem que lhe abrissem a porta! Aquele de nós que melhor falar polaco podia abordar esta questão no dia em que haja uma reunião de condóminos. Que dizes?</p>
<p>Por agora é tudo, caro/a vizinho/a. Desejo-te boa sorte com as obras e que estejam rapidamente acabadas!</p>
<p>Cumprimentos (caso sejas um KM) ou Beijinhos (caso sejas uma loirinha!),</p>
<p>o teu vizinho Tiago</p>


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		<title>Foi assim que aconteceu &#8211; &#250;ltima parte</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 21:29:09 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Xiii&#8230; já passou tanto tempo e ainda não acabei de vos contar a história da casa&#8230; começando pelo fim, tenho a dizer que foi um sucesso e a casa ficou exactamente como a tinha idealizado! E como? <a href="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2009/05/obras2.jpg" rel="lightbox"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-top: 0px; border-right: 0px" border="0" alt="tralhas!" align="right" src="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2009/05/obras2-thumb.jpg" width="244" height="184"/></a>   </p>
<p>Como em muitas outras ocasiões, o Google foi meu amigo e encaminhou-me até um fórum na internet onde vários ingleses discutiam quais as melhores empresas para fazerem acabamentos em apartamentos em Cracóvia. Gostei dos comentários que li e resolvi contactar a &#8220;empresa do Australiano&#8221;&#8230;</p>
<p>Na mesma manhã em que usei os meus fabulosos dotes de polaco para falar com o homem da companhia eléctrica que veio instalar o contador e com o homem que veio instalar a fechadura definitiva na porta, encontrei-me também com o Tom (aka &#8220;o Australiano&#8221;).</p>
<p>O Tom é o dono e fundador da &#8220;empresa do Australiano&#8221;, não fala polaco, e tem uma história curiosa.&nbsp; Veio para a Europa trabalhar em Londres mas diz que depressa se fartou de passar os dias fechado no escritório e do clima cinzento característico de Inglaterra (se o clima fosse a verdadeira razão, não fez um grande <em>upgrade</em>). Por terras de Sua Majestade, apaixonou-se por uma polaquinha (lá está, assim já faz mais sentido) e acabou por se mudar para Cracóvia onde começou por dar aulas de inglês. </p>
<p><a href="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2009/05/obras1.jpg" rel="lightbox"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-top: 0px; border-right: 0px" border="0" alt="a casa de banho" align="left" src="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2009/05/obras1-thumb.jpg" width="244" height="184"/></a> Como a dar aulas não se fica rico e como ele parece ter um enorme espírito empreendedor, começou a procurar oportunidades de negócio. Viu que havia muitos ingleses e irlandeses a comprar casas na Polónia e que para eles contactar empreiteiros manhosos à distância era uma tarefa quase impossível de realizar. Como já tinha experiência com o apartamento dele e com os de alguns amigos, resolveu criar a &#8220;empresa do australiano&#8221; que se especializou precisamente em acabar apartamentos na Polónia.</p>
<p>Em menos de uma hora foi possível explicar-lhe qual o propósito do apartamento, dizer-lhe genericamente o que pretendia, ouvir as sugestões dele e chegar a um acordo sobre praticamente todos os materiais a usar e qual o plano de acção para que o apartamento ficasse ao meu gosto. Se com a maioria dos polacos com que falei TUDO parecia ser um problema, com o Tom quase não tive que explicar nada porque ele entendeu perfeitamente desde o início que eu queria. Falávamos a mesma língua! </p>
<p>No dia seguinte apresentou-me um orçamento detalhado com os custos dos materiais e da mão-de-obra, bem como uma estimativa do tempo que as obras deveriam demorar. Comparando com os &#8220;bem, o preço não consigo estimar ao certo, temos que ver durante o decorrer das obras&#8221; que a maioria dos &#8220;empreiteiros&#8221; que contactara anteriormente me respondera, esta forma de trabalhar foi uma verdadeira lufada de ar fresco. </p>
<p>Rapidamente chegámos a um acordo e assinámos um contrato. Como é maravilhoso o capitalismo! <a href="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2009/05/obras3.jpg" rel="lightbox"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-top: 0px; border-right: 0px" border="0" alt="mais tralhas que eu N&Atilde;O transportei :)" align="right" src="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2009/05/obras3-thumb.jpg" width="244" height="184"/></a> Graças a ele já não tive que andar a transportar sacos de cimento, sanitas ou tintas nos meus tempos livres! Não, assim apenas me limitei a acompanhar as obras à distância e a decidir sobre as coisas realmente relevantes. De vez em quando a &#8220;empresa do Australiano&#8221; lá me fazia alguma proposta de coisas que achavam que poderiam ser melhoradas e eu limitava-me a aprovar ou rejeitar. O Tom informava-me diariamente sobre os progressos da obra e eu só a visitava aos fins-de-semana por mera curiosidade, para ver como iam as coisas. </p>
<p>Claro que a minha decisão foi encarada com alguma desconfiança por parte de alguns amigos polacos e ainda hoje acham uma palermice eu ter pago a alguém para fazer essas coisas todos uma vez que saía bem mais em conta ser eu a fazer tudo(!). Adiante&#8230; </p>
<p>Supostamente as obras deveriam estar prontas em 4 semanas, mas arrastaram-se por umas 7. O que até nem é mau, tendo em conta tudo o que fizeram. Destruíram e reconstruíram paredes, meteram o chão, pintaram tudo, instalaram a cozinha, a casa de banho e todos os electrodomésticos, trataram de tudo o que tivesse que ver com a electricidade e iluminação e embutiram na parede um roupeiro enorme que dá bastante arrumação ao estúdio. Ufa! Que trabalheira! Só de imaginar que era esperado que fosse eu a preocupar-me com cada uma dessas coisas fico com vontade de rir. Ou de chorar, não sei bem. O que sei é que teria sido impossível! </p>
<p>Por isso, obrigado &#8220;empresa do Australiano&#8221;. São os maiores! </p>
<p>Nos próximos posts: a <em>mudança de casa</em> e <em>fotos da obra acabada</em>&#8230;</p>


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		<title>Foi assim que aconteceu &#8211; Parte III</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 20:59:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Onde é que ia? Ah, já sei&#8230; tinha decidido fazer todas as obras de acordo com a polish way - iria eu mesmo escolher todos os materiais para a casa e contratar individualmente pessoas que fizessem as obras&#8230; Ao fim de algumas semanas já tinha uma shortlist mais ou menos definida dos materiais que queria [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Onde é que ia? Ah, já sei&#8230; tinha decidido fazer todas as obras de acordo com a <em>polish way </em>- iria eu mesmo escolher todos os materiais para a casa e contratar individualmente pessoas que fizessem as obras&#8230; </p>
<p><a href="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2009/03/casa21.jpg" rel="lightbox"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="184" alt="Uma casa cheia de nada..." src="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2009/03/casa2-thumb1.jpg" width="244" align="right" border="0"/></a>Ao fim de algumas semanas já tinha uma <em>shortlist</em> mais ou menos definida dos materiais que queria usar mas estava a ter imensos&nbsp; problemas com o recrutamento dos &#8220;especialistas&#8221;. A maioria deles &#8220;não conseguia&#8221; estimar o preço antes de executar a obra e eram poucos os que tinham um <em>portfolio</em> com obras anteriores que pudessem ou quisessem mostrar. Basicamente eram muito manhosos e desta vez não havia a desculpa de ser por estarem a lidar com estrangeiros pois foram os meus amigos polacos que fizeram os contactos todos. Segundo pude apurar, é muito comum estes profissionais proporem fazer as obras por determinado valor e depois, quando já não há forma de voltar atrás, começarem a pedir mais e mais dinheiro para as acabarem. Se fazem isso aos polacos, só posso imaginar como iria ser comigo. Mal podia esperar! </p>
<p>Enquanto o processo de recrutamento de especialistas decorria, os meus amigos que me estavam a acompanhar neste processo sugeriram-me que começasse a comprar os materiais. Ah, pois é&#8230; era suposto eu ir a cada uma das lojas onde tinha visto coisas de que gostava e dizer &#8220;olhe, quero 50 azulejos daqueles, dois sacos de cimento e uma sanita daquelas. Sim, sim, é para levar tudo ali no carro que tem muito espaço&#8230;&#8221; porque a maioria dos ditos especialistas não fazia essa parte. Aliás, muitas das lojas nem sequer tinham um serviço de entregas porque por estas bandas assume-se que, por defeito, quem está a comprar uma casa tem forma de transportar as tralhas todas. TEM de ter.&nbsp; </p>
<p>Do &#8220;eu não me quero envolver muito com as obras&#8221; inicial até ao &#8220;fonix, parece que vou ter que andar a transportar sacos de cimento às costas&#8221; foi um passo muito pequeno. E eu não estava a gostar.  </p>
<p>Talvez por isso tenha adiado ao máximo o dia em que tinha que ir à loja e carregar o carro com centenas de kg de materiais de construção. Para a maior parte dos polacos isto seria algo perfeitamente normal, mas para mim era das últimas coisas que queria estar a fazer nos tempos livres. &#8220;Ah, quando compraste um apartamento sabias que ias ter muito trabalho&#8221; &#8211; diziam-me eles. O choque cultural estava-se a tornar evidente. Eu não queria andar a fazer de senhor das obras e isso era interpretado simplesmente como <em>lazyness</em> da minha parte. </p>
<p>Voltando ao processo de recrutamento &#8211; continuava a ser um falhanço total: &#8220;Este é vigarista, o meu pai fazia melhor&#8230; aquele trabalha mal, o meu pai fazia melhor&#8230; aquele não inspira confiança&#8230; o meu pai faz melhor&#8230;. Tiago&#8230; queres que o meu pai faça as obras?!&#8221;. </p>
<p>Ainda hesitei. O facto de me estarem a oferecer os &#8220;serviços&#8221; do pai significa que me estavam a tratar como sendo da família. Sim, porque na Polónia, em vez de se contratarem os famosos especialistas, o que mais frequentemente acontece é que há sempre alguém que tem um pai, um tio, um irmão ou um amigo de um amigo com jeito para as obras e faz tudo muito mais em conta.  </p>
<p>Mas caramba&#8230; estava a passar do &#8220;eu não me quero envolver com as obras&#8221; para um &#8220;eu vou comprar os materiais todos, fazemos isto em família e eu poupo algum dinheiro mas fico-te a dever um favor enorme para o resto da vida mesmo que no fim acabe tudo mal feito&#8221;. Por isso disse que não podia aceitar. Mais uma vez tivemos um pequeno choque cultural e a minha recusa em aceitar a ajuda foi encarada como uma enorme ofensa. Durante alguns dias ainda ficaram chateados comigo, mas os verdadeiros amigos não conseguem ficar muito tempo chateados e por isso não demorou muito até que a nossa relação voltasse ao normal. </p>
<p>Mas e o apartamento? E o plano? Pois&#8230; tinha tudo voltado à estaca zero&#8230; agora não tinha <em>designers</em>, nem especialistas, nem tradutores&#8230; As coisas não pareciam nada bem encaminhadas até ao momento em que contactei a &#8220;empresa do Australiano&#8221;&#8230;&nbsp; </p>
<p>Empresa do Australiano? Na Polónia? Sim, mas para saberem os detalhes não podem perder o próximo episódio de &#8220;Como o Tiago comprou um apartamento na Polónia&#8221;. Brevemente, no sítio do costume&#8230;</p>


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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 19:48:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois de meses a tratar do financiamento e de inúmeras burocracias referentes ao apartamento (em que me chegaram a pedir documentos que nem sequer existem), no final de 2008 recebi finalmente as tão desejadas chaves. Em Portugal isto significaria, pelo menos na maior parte dos casos, que poderia começar a comprar mobília e a pensar [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de meses a tratar do financiamento e de inúmeras burocracias referentes ao apartamento (em que me chegaram a pedir documentos que nem sequer existem), no final de 2008 recebi finalmente as tão desejadas chaves.  </p>
<p><a href="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2009/03/casa1.jpg" rel="lightbox"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="184" alt="Em Setembro, ainda em modo estaleiro..." src="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2009/03/casa1-thumb.jpg" width="244" align="right" border="0" estaleiro?...? modo/></a>Em Portugal isto significaria, pelo menos na maior parte dos casos, que poderia começar a comprar mobília e a pensar em mudar-me rapidamente para a nova casa. E na Polónia? Bem, na Polónia isto significa apenas que acabara de receber acesso a uma casa com chão de cimento, paredes de cimento e com os espaços da casa de banho e da cozinha totalmente vazios; estava praticamente tudo por fazer! Aliás, &#8220;por razões de segurança&#8221;, a porta nem tinha ainda instalada a fechadura definitiva. </p>
<p>Na prática isto queria dizer que esta aventura tinha apenas acabado de começar. Agora era necessário escolher todos os materiais para casa até ao mais ínfimo detalhe e arranjar pessoal que fizesse as obras. Parece fácil? Pois&#8230; não é! </p>
<p>Numa primeira fase tudo parecia claro na minha mente. O plano era mais ou menos assim: &#8220;oh, como isto é a Polónia, a mão-de-obra não é muito cara e por isso posso contratar um <em>designer</em> de interiores que faça um projecto bonito e que me ajude a escolher todos os pequenos detalhes com os quais não me quero preocupar. Depois, tendo o projecto, basta arranjar quem o execute sem que me tenha que chatear MUITO com as obras&#8221;. Como estava a ser ingénuo!&#8230;  </p>
<p>Os primeiros <em>designers</em> que contactei fizeram-me propostas de preços absolutamente absurdas (estou convencido que era o &#8220;preço para estrangeiros&#8221;), embora incluíssem no serviço o acompanhamento da execução das obras. Infelizmente fiquei quase sempre com a ideia de que as pessoas com quem falei não eram muito honestas e queriam simplesmente facturar o máximo possível, pelo que não me decidi por nenhum. </p>
<p>Como não estava satisfeito com a minha primeira abordagem ao mercado, decidi interrogar amigos polacos já bastante experientes nestas andanças sobre qual a melhor forma de executar as obras. &#8220;Oh, não precisas de um <em>designer</em> para nada! O que precisas é de encontrar especialistas para cada função! Contratas um para instalar a casa de banho, outro para o chão, outro para pintar as paredes, um electricista e outro para a cozinha e pronto! Sai muito mais barato! Nós ajudamos-te&#8230;&#8221; &#8211; disseram-me eles. Por esta altura já estava a ver a minha vida a andar para trás. Desde o início que encarei este apartamento mais como um investimento (by the away: &#8220;excelente&#8221; <em>timming</em>, Tiago! Sim senhor!) do que propriamente como algo em que quisesse perder muito tempo ou com que quisesse ter um alto grau de envolvimento emocional. Mas em Roma, sê Romano e apesar de não estar inteiramente convencido, este passou a ser oficialmente o meu novo plano. </p>
<p>Nas semanas que se seguiram visitei inúmeras lojas à procura dos materiais ideais para a casa. Vi 1000 tipos de chão, 1000 modelos de sanita, de torneiras e de lavatórios, 1000 cozinhas e pesquisei centenas de possíveis cores para as paredes. Afinal, segundo o método polaco, eu iria ter que decidir tudo até ao mais ínfimo dos detalhes! Para terem uma ideia, teria de chegar ao pormenor de dizer ao senhor que instala as coisas na casa de banho onde é que EU queria que ele partisse os azulejos de forma a ficar tudo encaixado de forma elegante. Ao que me explicaram dizer &#8220;ò homem, faça como achar que fica melhor!&#8221; não é nada boa ideia porque eles não gostam de pensar e normalmente optariam por fazer da forma mais fácil. </p>
<p>Fazer as coisas de acordo com a <em>polish way</em> era o meu novo plano e achava que me ia manter fiel a ele&#8230; mas será que foi isso aconteceu? </p>
<p>Não percam o próximo <em>post</em>, porque nós também não!!! <img src='http://www.sitedotiago.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>


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		<title>Aqui n&#227;o h&#225; Carnaval</title>
		<link>http://www.sitedotiago.com/2009/02/23/aqui-nao-ha-carnaval/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 22:12:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiagowski</dc:creator>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quer dizer&#8230; haver até há, só que não dura três dias e não tem máscaras, serpentinas, confettis ou desfiles.</p>
<p>Na Polónia chamam Karnawal a todo o período que vai desde o Natal até à quarta-feira de cinzas e, tanto quanto sei, não há nenhuma celebração específica desta altura à excepção da &#8220;quinta-feira gorda&#8221; em se comem imensos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/P%C4%85czki">pączki</a>.</p>
<p>E isto só para partilhar que amanhã não é feriado e tenho que ir trabalhar como normalmente. Bah! <img src='http://www.sitedotiago.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>


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		<title>Ainda a P&#225;scoa</title>
		<link>http://www.sitedotiago.com/2008/04/08/ainda-a-pascoa/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 01:02:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiagowski</dc:creator>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta foi j&#225; a terceira P&#225;scoa que passei em terras Polacas mas, verdade seja dita, foi a primeira em que tive a sorte e o prazer de realmente viver as genu&#237;nas tradi&#231;&#245;es da &#233;poca. </p>
<p>Este ano, a minha amiga Magda teve a bondade de convidar quatro pobres portugueses (Eu, a <a href="http://polaquices.blogspot.com/">Ana</a>, o <a href="http://reizorg.blogspot.com/">Fern&#227;o</a> e o <a href="http://expressodapolonia.blogspot.com/">Gon&#231;alo</a>) que n&#227;o tinham planos a juntarem-se a ela e &#224; fam&#237;lia durante o fim-de-semana e foi com todo o gosto que aceit&#225;mos a proposta. </p>
<p><a href="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2008/04/cestos.jpg" rel="lightbox"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="184" alt="Os nossos transportadores de cestos..." src="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2008/04/cestos-thumb.jpg" width="139" align="left" border="0" /></a>A aldeia de onde a sua fam&#237;lia &#233; origin&#225;ria (e onde as av&#243;s ainda vivem) chama-se Zebrzydowice e foi para l&#225; que fomos no S&#225;bado bem cedinho. Zebrzydowice situa-se na Silesia, a 130 km de Crac&#243;via e bem perto da fronteira com a R&#233;publica Checa. Ao contr&#225;rio do que normalmente espero quando conduzo pela Pol&#243;nia, a estrada at&#233; ao nosso destino foi surpreendentemente boa e a viagem fez-se sem grandes sobressaltos.</p>
<p>Chegados a casa da Babcia (av&#243;) da Magda, come&#231;aram as celebra&#231;&#245;es. Tal como <a href="http://www.sitedotiago.com/2007/04/08/wielkanoc-a-pascoa-na-polonia/">aqui</a> descrevera no ano passado, a tradição diz que cada fam&#237;lia deve preparar um pequeno cesto com diversos alimentos que depois &#233; levado &#224; Igreja para ser aben&#231;oado. N&#243;s t&#237;nhamos dois nos quais havia coisas como fiambre, chouri&#231;os, salsichas, ovos, p&#227;o, sal, <em><a href="http://www.sitedotiago.com/2007/04/10/chrzan/">chrzan</a></em>, entre outras que j&#225; n&#227;o consigo precisar. Normalmente s&#227;o as crian&#231;as que levam os cestinhos, mas como n&#227;o t&#237;nhamos crian&#231;as dispon&#237;veis coube ao Fern&#227;o e ao Gon&#231;alo a enorme honra de os transportar at&#233; &#224; igreja.</p>
<p>A igreja estava repleta de gente jovem (muitas crian&#231;as) e a cerim&#243;nia foi bastante r&#225;pida e interactiva. O <a href="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2008/04/montanhas.jpg" rel="lightbox"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="139" alt="A verdadeira Pol&#243;nia!" src="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2008/04/montanhas-thumb.jpg" width="184" align="right" border="0" /></a>padre, tamb&#233;m ele muito jovem, depois de perguntar &#224;s crian&#231;as o que tinham nos seus cestos, aben&#231;oou todos os presentes e &quot;ordenou&quot; que fossem para suas casas aproveitar a &#233;poca.</p>
<p>Ap&#243;s o almo&#231;o, que se prolongou durante v&#225;rias horas, fomos at&#233; Cieszyn. Cieszyn é uma pequena cidade tem a particularidade de estar dividida entre a Pol&#243;nia e a Rep&#250;blica Checa, sendo que a parte Checa se Česk&#253; Tě&#353;&#237;n. Apesar de n&#227;o haver nada de extraordin&#225;rio para ver, a visita foi bastante agrad&#225;vel &#8211; num futuro <em>post </em>falar-vos-ei um pouco mais detalhadamente sobre esta cidade e o que de mais importante há para visitar.</p>
<p>&#192; noite dormimos em Katowice, onde tivemos o prazer de beber <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Slivovitz"><em>śliwowica</em></a><em>&#160;</em>(70% de &#225;lcool!) com o pai da Magda. Havia muito para escrever sobre os efeitos secund&#225;rios desta bebida mas talvez seja melhor n&#227;o entrar em grandes detalhes! <img src='http://www.sitedotiago.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>No Domingo, depois de acordar e de tomar um grande pequeno almo&#231;o, volt&#225;mos a Zebrzydowice para almo&#231;ar e para nos despedirmos da am&#225;vel fam&#237;lia:</p>
<p align="center"><a href="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2008/04/familia.jpg" rel="lightbox"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="274" alt="Family photo!" src="http://www.sitedotiago.com/wp-content/uploads/2008/04/familia-thumb.jpg" width="364" border="0" /></a> </p>
<p>Antes do regresso a Crac&#243;via ainda fomos passear nas montanhas e ver aquela que foi provavelmente a &#250;ltima neve deste Inverno (Primavera?).</p>
<p>Foi sei d&#250;vida uma P&#225;scoa diferente. Muito obrigado &#224; Magda e a toda a fam&#237;lia! Foram fant&#225;sticos e conseguiram fazer-nos sentir em casa!</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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