Site do Tiago

em Cracóvia, na Polónia e no resto do Mundo

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Viver em Cracóvia (o post que eu não escrevi!)

Posted by Tiagowski on 10th March 2010

Recentemente, o leitor Sousowski deixou-me um dos melhores comentários que já tive o prazer de ler aqui no site. Achei-o tão interessante que resolvi dar-lhe o destaque que merece, publicando-o sob a forma de post. Quem esteja a pensar viver em Cracóvia fica com uma imagem muitíssimo fidedigna do que poderá esperar desta cidade e quem cá viva ou tenha vivido certamente se identificará com tudo o que o Sousowki descreve.

Aqui fica:

“Existe algo em Cracóvia que após 4 anos não sei explicar. Um sentimento de negação de tudo o que possa ser mau desta cidade.

Cracóvia é realmente uma cidade com um centro muito bonito, um belo castelo, uma cidade cheia de  história e de eventos marcantes ao longo dos séculos, mas não passa a ser superior a muitas outras por isso, somente para os Cracovianos que a defendem cegamente e negam muitas das fraquezas que ela mantém.

Relativamente ao tópico, só há que dizer que tens toda a razão. Apesar de muito turistica, Cracóvia e de uma forma geral a Polónia tem um deficit em bons restaurantes com cozinha internacional. O único restaurante Português de Cracóvia, só tem de Português o nome e alguns pratos (infelizmente por vezes mal escritos), porque a cozinha nem é carne nem é peixe, é algo meio polaco…

O Brasileiro, nem vou comentar. Basta dizer que chego lá todo contente e digo “Bom dia”… ninguém falava português, sento-me e evidentemente com os meus amigos portugueses pedimos “Picanha”… Picanha? O que é isso… Penso que é suficiente…

Chineses nem pensar, indianos… hm, será mesmo comida indiana? Ia jurar que era comida polaca com uma mudança de nome.

Isto tudo tem algumas explicações, que passam pela ignorância ou desinteresse dos investidores e por alguma resistência a outros sabores por parte do polaco típico (raras excepções).

Alargando o tema, no fundo Kraków, como é denominada em polaco, sofre das opções que foram tomadas por quem segue ao leme desta cidade e da região da Małopolska (Pequena Polónia).

O investimento centrou-se no imediato e na satisfação de determinado target de “clientes”.

É impossível não reparar nas centenas de bares e “dancings” que enchem o centro da cidade e o Kazimierz (Bairro Judeu), as dezenas de Lojas que vendem Kebabs, as festas constantes, o álcool, sexo…

Cracóvia é uma cidade de consumo, que depois é usada e deitada fora, quer pelos turistas quer pelos muitos estudantes que para aqui se deslocam para frequentar alguma instituição universitária.

Cracóvia ganha com os euros deixados pelos turistas e pela mão de obra barata fornecida pelos estudantes, que trabalham por 200 ou 250 euros por mês, tem vida nocturna e actividades culturais constantes para animar os visitantes, mas perde muito… porque no fundo cada local é feito por quem lá está.

Nos arredores, ou não muito longe há Wieliczka, umas minas de sal que sem dúvida vale a pena visitar, há Oświęcim (Auschwitz), há Zakopane (umas montanhas a 100 Km) e outras cidades e locais históricos.

Cracóvia tem também a vantagem de estar um pouco perto de tudo o que a rodeia, tendo várias cidades e capitais europeias bastante perto. No entanto, o melhor é pensar em usar o avião, ou estar preparado para mudar os amortecedores ao carro se for de automóvel, ou levar um bom livro se usar o comboio, uma vez que além de estradas péssimas (sem dúvidas das piores de toda a Europa), os comboios andam como a lesma (excepção da ligação para Varsóvia).

Os serviços são em regra bastante maus, em muitos casos pouco superiores aos da Ucrânia ou  Bielorussia, com uma burocracia de bradar aos céus, mesmo para um “portuga”, constratando com a amabilidade e empenho em ajudar do cidadão comum.

Defesa do consumidor, livro de reclamações, horas de encerramento, são coisas que um polaco nem sequer conta com elas. Se tiverem que ir a algum serviço público, vão pelo menos meia hora antes do encerramento, senão já está fechado. Nos restaurantes recusam-se a servir, em pleno Wawel, por exemplo, 1 hora antes do fecho, uma vez que a cozinha já está lavadinha  Reclamem! Sempre!

Os salários têm vindo a aumentar, mas os preços ainda mais, não sendo fácil para um polaco de classe média viver desafogado. A alimentação é mais barata que em Portugal, mas querendo qualidade, paga-se…

Os polacos são em regra muito simpáticos socialmente e é fácil fazer amizades, mas a língua é ainda uma barreira, principalmente para a faixa etária mais idosa. Saber o polaco básico é uma vantagem enorme.

O preço das propriedades em Cracóvia é desporporcional relativamente ao que a cidade oferece, mas isso claro é sempre discutível, se bem que agora a crise bate à porta e no último ano o valor dos apartamentos baixou em média 15% por metro quadrado. Aproveitem capitalistas!

O clima é mau no inverno, deprimente até, mas o verão e primavera são agradáveis. Excelentes meses para viajar e passear, com muitos locais verdes e paisagens simpáticas para apreciar.

Para terminar, e desculpem o livro, a segurança é um ponto forte. Sinto-me aqui muito mais seguro que em Lisboa ou outras cidades portuguesas, e isto é um factor sempre a ter em consideração.

Uma cidade em que é agradável viver, principalmente quando se é jovem, mas em que não se criando raízes não poderá rivalizar com outros países vizinhos, principalmente no que se refere à qualidade de vida.” - Sousowski

Uma vez mais obrigado ao Sousowski pelo contributo!

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Viver no Pólo Norte…

Posted by Tiagowski on 22nd January 2010

A minha relação com os Invernos da Polónia tem sido bastante boa e a verdade é que até gosto da neve e de tudo o que lhe está associado. Gosto de ver as ruas completamente brancas, acho piada a diariamente ter que “desenterrar” o carro e prefiro mil vezes o frio seco destes dias de Inverno à chuva, frio e humidade que temos em Portugal por estas alturas.

As temperaturas que os termómetros indicam podem parecer assustadoras mas, tal como já aqui escrevi muitas vezes, acabam por ser bastante enganadoras. Em casa é sempre Primavera e é uma sensação óptima estar no quentinho a ver nevar!

Hoje voltei a escrever sobre o clima porque para os próximos dias anuncia-se uma das maiores vagas de frio dos últimos anos. Os meus colegas polacos têm encarado esta situação com um misto de orgulho (“e então Tiago, o que achas dos nossos Invernos? bem frios, não são?”) e de pânico (“este fim-de-semana não vou sair de casa! ouvi dizer que vão estar 30ºC negativos!!!); a verdade é que este é mesmo o tópico do momento.

Sinceramente, caso não fossem os alertas que me vão chegando um pouco por todo o lado, quase nem me apercebia da “vaga de frio”. Tenho a teoria, se calhar ingénua, de que a partir dos 10 graus negativos quase não se nota a diferença para temperaturas mais baixas. Está o que se chama “bué bué frio” e quando está “bué bué frio” as medidas a tomar para se sobreviver são sempre as mesmas independentemente de estarem -10ºC, -15ºC ou -20ºC! Cachecol, luvas, blusão quente e roupa leve por baixo (porque assim que se entra em qualquer espaço fechado sabe bem é estar de t-shirt!) e já está!

Até ao momento, a única novidade que esta vaga de frio me trouxe foi o facto de ontem ter ficado com a fechadura do carro congelada e ter desesperado a pensar que não o iria conseguir abrir durante o resto do Inverno! Agora comprei um spray “descongelador” e em princípio estou protegido!

Esta semana descobri que há pouco tempo abriu uma pista de ski a menos de 20km do centro de Cracóvia e amanhã de manhã vou lá dar um saltinho. Não é muito grande, mas deve ser o ideal para rookies como eu. E como é tão perto, até pode ser que passe a lá ir de vez em quando a seguir ao trabalho. Viva o Inverno com neve!

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A sério?!

Posted by Tiagowski on 12th December 2009

 

Zero graus? Ui, ui, que frio! Deve ser o fim do mundo… por estes lados estamos a ter um Dezembro bastante ameno e por isso vão estar -6ºC durante este fim-de-semana…

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Outra vez…

Posted by Tiagowski on 28th November 2009

Sei que é mais ou menos repost, mas não consigo deixar de esboçar um sorriso de cada vez que passo por este outdoor no Rondo Mogilskie:

Piła VI

Provavelmente no próximo Halloween haverá outro Piła…

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Mais um dia

Posted by Tiagowski on 24th November 2009

Acordei cedo; ainda era noite. Felizmente na casa nova instalei estores “portugueses” que me deixam ignorar o que se passa lá fora. Faça chuva, neve, frio ou calor para mim é igual. Como o aquecimento da casa é inteligente e a temperatura ambiente é constante independentemente do que se passe na rua, quem me acorda é invariavelmente o meu despertador que finge ser o sol (e funciona mesmo!). Acabou aquela coisa de não querer sair da cama no Inverno por ainda ser noite ou não conseguir dormir no Verão por ser dia a partir das 4 da manhã. Menos mal…

Fiz a barba e tomei um duche em que passei metade do tempo a brincar com o rádio da cabine da banheira. Ainda não consegui encontrar uma estação de rádio que passe músicas que me façam ter  vontade de acordar. A rádio mais popular cá do sítio é a RMF FM e passa músicas que não lembram a ninguém. Durante os 10 minutos que dura o duche, tanto podem passar clássicos dos anos 80 e 90 como dance music ou outra coisa qualquer. É como uma caixa de chocolates, nunca se sabe o que de lá vai sair! (Nota mental: tenho de rever o Forrest Gump e tentar perceber porque é que a vida é como uma caixa de chocolates; afinal das caixas de chocolates saem sempre chocolates, ou não?!) Voltando à RMF FM: o pior é quando começa a publicidade, é certo que não vai acabar antes do duche e tenho que encontrar outra coisa qualquer. Por mais zapping que faça aparecem-me quase sempre mais rádios com longos intervalos publicitários ou com senhores polacos a tentar terem piada e a rirem-se das palermices que eles próprios dizem.

Como todas as manhãs, depois do duche passei os olhos pelas capas dos jornais portugueses enquanto comia o pequeno almoço. Nada de especial, a não ser o facto de agora o Super-Benfica também perder jogos. Já nem me lembrava de como uma derrota na Luz me faz sentir tão mal.

Depois de tratar do resto da higiene e de me vestir à pressa saí de casa a correr porque, como sempre, já estava atrasado. No corredor encontrei um dos vizinhos que nunca tinha visto antes. Deve ser um senhor muito moderno porque estava vestido com uma camisa cor-de-rosa, umas calças de ganga justas e uns ténis com umas risquinhas também cor-de-rosa (vá, pronto, também posso escrever sapatilhas apesar de achar que isso é para a ginástica!). Disse-lhe dzien dobry e cada um seguiu o seu caminho.

Aproximei-me do carro e verifiquei se estava inteiro; este é um triste hábito que ganhei desde que vivo na Polónia. Felizmente agora moro num condomínio fechado e os bêbados deixaram de me partir os espelhos ao pontapé ou de roubar partes do carro durante a noite, por isso estava tudo como o tinha deixado. Viva a civilização!

A minha casa fica a 2km do centro da cidade e a 5km da “megacorp” onde trabalho pelo que em menos de 10 minutos cheguei ao trabalho (mal dá para o motor aquecer).

Chegado à “megacorp” fiz o mesmo trabalho repetitivo, pouco desafiante e nada analítico que me está reservado enquanto lá trabalhar. Ai, ai, tantos anos na “Universidade de Prestígio” e de experiência profissional, para agora fazer isto… Como todos os dias, ouvi falar polaco a manhã inteira salvo quando as colegas que falam português me dirigiam a palavra ou quando havia o tradicional cafezito com os poucos portugueses que ainda restam na “megacorp”.

À hora do almoço, mais um desafio: encontrar o prato menos mau da cantina. É que a cantina da “megacorp” é das piores coisas que se possa imaginar! Um dia farei um relatório com as comidas que nos são dadas as escolher, mas até fico triste só de pensar nisso. Hoje consegui encontrar uma carne grelhada que sabia surpreendentemente a carne mas era tão pequenina que se comia em três garfadas. Na afiliada portuguesa da “megacorp” as senhoras da cantina eram muito simpáticas e quase nos convenciam a comer mais; aqui, caso nos queixemos de que a carne é pouca, dizem-nos com um ar antipático que se levar mais tem de pagar dois pratos. Normalmente isto não é um grande problema porque a comida é tão intragável que não há quem a repita!

Tarde no trabalho… igual à parte manhã mas mais difícil de passar porque a paciência e a frescura mental já não é a mesma. As Dilbertices que aturo são tantas que vão ter que ficar para outra altura…

Nos dias em que não há chefes é normal olhar à minha volta pelas 15h30 e já não ver quase ninguém; quando há chefes é normal que se saia do escritório com uma pontualidade idêntica aos turnos de uma fábrica. “Ai, ai, ai tenho tanto trabalho e tal” mas às 17h01 já não está ninguém. E para dizer a verdade até gosto disto; em Portugal temos tendência a dar demasiado tempo das nossas vidas às empresas e isso é visto como normal. É bom conseguir ter um certo balanço (eh! eh!) equilíbrio entre a vida profissional e a privada.

Acabada a tortura da tarde, fui ao ginásio com uma amiga. Na “megacorp” dão-nos acesso gratuito a vários ginásios da cidade o que também é muito bom. O inconveniente? É que ao chegar ao ginásio encontrei pelo menos 10 pessoas que tinha visto durante o dia na empresa! Também havia muitas outras loirinhas, que são claramente o melhor que há neste país, por isso nem foi mau!

Apesar de o ginásio estar cheíssimo, a zona dos duches estava literalmente vazia. Alguns amigos  explicaram-me que os polacos geralmente não gostam de tomar banho nos ginásios por ser “pouco higiénico”. Depois a malta queixa-se que os transportes públicos muitas vezes cheiram como cheiram…

Após o ginásio, tive que “correr” (ok, estava de carro) até ao centro comercial (Galeria Krakowska) porque estava a ver que não conseguia lá chegar a horas. É que aqui os centros comerciais fecham às 22h00 e se chegasse às 21h59 já não me atendiam! Fui à 5 à Sec buscar o meu “fato da sorte” porque espero precisar dele em breve e voltei para casa (mais 2km). Reparei que na Galeria Krakowska estão a abrir um Burger King e apesar de não contar lá comer muitas vezes fico contente por saber que há cada vez mais sinais de civilização por estes lados. É o primeiro Burger King no centro da cidade…

Cheguei a casa ainda a horas de ver a segunda parte do Barcelona-Inter de hoje na SportTV. Parece que o Mourinho está a deixar de ser Especial…

Ter TV portuguesa é realmente outra das coisas que me ajuda a tentar manter alguma sanidade mental. Sempre vou ouvindo falar português e mantenho-me a par do que se passa aí na nossa terrinha. Se podia viver sem ZON? Podia, mas não era a mesma coisa!

E é assim. Amanhã é outro dia, que não há-de ser muito diferente deste. E é por isto, meus amigos, que ultimamente tenho escrito tão pouco…

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Lisboa, trinta graus…

Posted by Tiagowski on 14th October 2009

… e na outra ponta da Europa estamos assim:

   

   

   

O que vale é que dentro de casa está uma temperatura bem agradável e quase posso fingir que é Verão!…

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Caro vizinho…

Posted by Tiagowski on 25th June 2009

Caro vizinho/a,

Podíamos ser amigos, mas não estás a fazer com que seja fácil gostar de ti!

Talvez seja uma questão cultural e o problema até esteja em mim, mas não acho muito normal que todos os dias às 7 da manhã (quando não é antes) comeces a fazer buracos (ou lá o que quer que seja) nas paredes de casa. É que isso faz muito barulho e não é das minhas formas preferidas de acordar! Embora durante a semana os teus barulhos me deixem rabugento, na verdade não me incomodam tanto quanto isso porque também tenho que me levantar cedo para ir trabalhar.  Mas… e aos fins-de-semana? Há mesmo necessidade de fazer todo o prédio tremer com tanto barulho ainda antes das 9 da manhã? O mais curioso é que durante a tarde faz-se silêncio… não podias trocar? Deixavas-me dormir de manhã e fazias as coisas barulhentas de tarde… Espero que consigamos ultrapassar isto e que as obras mais feias não se arrastem durante muito tempo!

Mas, caro vizinho, sabes de que é que gosto ainda menos? É daquelas alturas em que enches os elevadores com tralhas (madeiras para o chão, tintas, azulejos, sanitas, etc) e os deixas bloqueados durante longos períodos de tempo. Temos dois elevadores, um é grande e lento e serve claramente para as tuas coisas; o outro, mais pequeno e rápido, serve para transportar pessoas. Precisas mesmo de usar os dois ao mesmo tempo? É que é desagradável, depois de ter sido acordado com a tua barulheira, chamar o elevador e ele não aparecer por tu estares no rés-do-chão a bloqueá-lo. Não te esqueças que vivemos no sétimo andar…

Agora que falei dos elevadores surgiram-me algumas questões que, caro vizinho, não dizem respeito apenas a ti. Porque é que ninguém neste prédio se cumprimenta quando se encontram no elevador? Se não for eu a soltar um tímido "Dzien dobry", não há quem diga uma palavra! Entram e vão o tempo todo a olhar para o chão ou para as luzes no tecto. E depois acham muito estranho eu dizer aos jornais portugueses que por vezes os polacos são "frios, distantes e austeros". Enfim!

Continuando a falar sobre os elevadores… sabes quando é que vão tirar aquelas esferovites horríveis das paredes? É que já lá estão há meses, não cheiram propriamente bem e são um péssimo cartão de visita para quem visite o prédio. Ainda por cima alguém achou que aquilo era um bom sítio para escrever idiotices com as chaves de casa e agora as ditas paredes estão cheias de nomes polacos e também da sigla SLB (que ninguém sabe ao certo o que significa). Muito mau…

Para acabar… o que achas dos nossos seguranças? Viver num condomínio fechado tem as suas vantagens. Ao contrário do que me acontecia anteriormente, agora já não preciso de verificar todas as manhãs se alguém partiu um espelho ao carro, se lhe fizeram um risco ou se lhe arrancaram alguma peça durante a noite. Sim, na rua onde vivia anteriormente isso acontecia frequentemente. Não sei se eram os vizinhos ou se eram alguns dos visitantes dos bares e discotecas que existiam nas redondezas, a verdade é que acontecia. Aqui isso acabou. Os seguranças fecham a porta e pronto, ninguém entra sem que eles controlem. Teoricamente parece-me bem mas às vezes, durante a noite, é… digamos… muito parvo! Porquê? Então, como ninguém a não ser os seguranças tem chaves ou um comando para abrir os portões, nos dias em que alguém chegue a casa às 4h ou 5h da manhã tem de tocar à campainha para que lhe abram a porta. E eles estão quase sempre a dormir! É chato! Uma vez, alguém até teve que saltar o portão porque ficou uns 10 minutos "preso" na rua sem que lhe abrissem a porta! Aquele de nós que melhor falar polaco podia abordar esta questão no dia em que haja uma reunião de condóminos. Que dizes?

Por agora é tudo, caro/a vizinho/a. Desejo-te boa sorte com as obras e que estejam rapidamente acabadas!

Cumprimentos (caso sejas um KM) ou Beijinhos (caso sejas uma loirinha!),

o teu vizinho Tiago

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Foi assim que aconteceu – última parte

Posted by Tiagowski on 11th May 2009

Xiii… já passou tanto tempo e ainda não acabei de vos contar a história da casa… começando pelo fim, tenho a dizer que foi um sucesso e a casa ficou exactamente como a tinha idealizado! E como? tralhas!

Como em muitas outras ocasiões, o Google foi meu amigo e encaminhou-me até um fórum na internet onde vários ingleses discutiam quais as melhores empresas para fazerem acabamentos em apartamentos em Cracóvia. Gostei dos comentários que li e resolvi contactar a “empresa do Australiano”…

Na mesma manhã em que usei os meus fabulosos dotes de polaco para falar com o homem da companhia eléctrica que veio instalar o contador e com o homem que veio instalar a fechadura definitiva na porta, encontrei-me também com o Tom (aka “o Australiano”).

O Tom é o dono e fundador da “empresa do Australiano”, não fala polaco, e tem uma história curiosa.  Veio para a Europa trabalhar em Londres mas diz que depressa se fartou de passar os dias fechado no escritório e do clima cinzento característico de Inglaterra (se o clima fosse a verdadeira razão, não fez um grande upgrade). Por terras de Sua Majestade, apaixonou-se por uma polaquinha (lá está, assim já faz mais sentido) e acabou por se mudar para Cracóvia onde começou por dar aulas de inglês.

a casa de banho Como a dar aulas não se fica rico e como ele parece ter um enorme espírito empreendedor, começou a procurar oportunidades de negócio. Viu que havia muitos ingleses e irlandeses a comprar casas na Polónia e que para eles contactar empreiteiros manhosos à distância era uma tarefa quase impossível de realizar. Como já tinha experiência com o apartamento dele e com os de alguns amigos, resolveu criar a “empresa do australiano” que se especializou precisamente em acabar apartamentos na Polónia.

Em menos de uma hora foi possível explicar-lhe qual o propósito do apartamento, dizer-lhe genericamente o que pretendia, ouvir as sugestões dele e chegar a um acordo sobre praticamente todos os materiais a usar e qual o plano de acção para que o apartamento ficasse ao meu gosto. Se com a maioria dos polacos com que falei TUDO parecia ser um problema, com o Tom quase não tive que explicar nada porque ele entendeu perfeitamente desde o início que eu queria. Falávamos a mesma língua!

No dia seguinte apresentou-me um orçamento detalhado com os custos dos materiais e da mão-de-obra, bem como uma estimativa do tempo que as obras deveriam demorar. Comparando com os “bem, o preço não consigo estimar ao certo, temos que ver durante o decorrer das obras” que a maioria dos “empreiteiros” que contactara anteriormente me respondera, esta forma de trabalhar foi uma verdadeira lufada de ar fresco.

Rapidamente chegámos a um acordo e assinámos um contrato. Como é maravilhoso o capitalismo! mais tralhas que eu NÃO transportei :) Graças a ele já não tive que andar a transportar sacos de cimento, sanitas ou tintas nos meus tempos livres! Não, assim apenas me limitei a acompanhar as obras à distância e a decidir sobre as coisas realmente relevantes. De vez em quando a “empresa do Australiano” lá me fazia alguma proposta de coisas que achavam que poderiam ser melhoradas e eu limitava-me a aprovar ou rejeitar. O Tom informava-me diariamente sobre os progressos da obra e eu só a visitava aos fins-de-semana por mera curiosidade, para ver como iam as coisas.

Claro que a minha decisão foi encarada com alguma desconfiança por parte de alguns amigos polacos e ainda hoje acham uma palermice eu ter pago a alguém para fazer essas coisas todos uma vez que saía bem mais em conta ser eu a fazer tudo(!). Adiante…

Supostamente as obras deveriam estar prontas em 4 semanas, mas arrastaram-se por umas 7. O que até nem é mau, tendo em conta tudo o que fizeram. Destruíram e reconstruíram paredes, meteram o chão, pintaram tudo, instalaram a cozinha, a casa de banho e todos os electrodomésticos, trataram de tudo o que tivesse que ver com a electricidade e iluminação e embutiram na parede um roupeiro enorme que dá bastante arrumação ao estúdio. Ufa! Que trabalheira! Só de imaginar que era esperado que fosse eu a preocupar-me com cada uma dessas coisas fico com vontade de rir. Ou de chorar, não sei bem. O que sei é que teria sido impossível!

Por isso, obrigado “empresa do Australiano”. São os maiores!

Nos próximos posts: a mudança de casa e fotos da obra acabada

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Movimentos pendulares

Posted by Tiagowski on 26th March 2009

E agora algo totalmente diferente:

Mesmo num vídeo com baixa resolução e passado a alta velocidade dá para ver a “beleza” que são as estradas de Cracóvia. :-)

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Primavera

Posted by Tiagowski on 25th March 2009

 

E nós por cá tudo bem… pronto… mais ou menos… ;-)

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Foi assim que aconteceu – Parte III

Posted by Tiagowski on 17th March 2009

Onde é que ia? Ah, já sei… tinha decidido fazer todas as obras de acordo com a polish way - iria eu mesmo escolher todos os materiais para a casa e contratar individualmente pessoas que fizessem as obras…

Uma casa cheia de nada...Ao fim de algumas semanas já tinha uma shortlist mais ou menos definida dos materiais que queria usar mas estava a ter imensos  problemas com o recrutamento dos “especialistas”. A maioria deles “não conseguia” estimar o preço antes de executar a obra e eram poucos os que tinham um portfolio com obras anteriores que pudessem ou quisessem mostrar. Basicamente eram muito manhosos e desta vez não havia a desculpa de ser por estarem a lidar com estrangeiros pois foram os meus amigos polacos que fizeram os contactos todos. Segundo pude apurar, é muito comum estes profissionais proporem fazer as obras por determinado valor e depois, quando já não há forma de voltar atrás, começarem a pedir mais e mais dinheiro para as acabarem. Se fazem isso aos polacos, só posso imaginar como iria ser comigo. Mal podia esperar!

Enquanto o processo de recrutamento de especialistas decorria, os meus amigos que me estavam a acompanhar neste processo sugeriram-me que começasse a comprar os materiais. Ah, pois é… era suposto eu ir a cada uma das lojas onde tinha visto coisas de que gostava e dizer “olhe, quero 50 azulejos daqueles, dois sacos de cimento e uma sanita daquelas. Sim, sim, é para levar tudo ali no carro que tem muito espaço…” porque a maioria dos ditos especialistas não fazia essa parte. Aliás, muitas das lojas nem sequer tinham um serviço de entregas porque por estas bandas assume-se que, por defeito, quem está a comprar uma casa tem forma de transportar as tralhas todas. TEM de ter. 

Do “eu não me quero envolver muito com as obras” inicial até ao “fonix, parece que vou ter que andar a transportar sacos de cimento às costas” foi um passo muito pequeno. E eu não estava a gostar.

Talvez por isso tenha adiado ao máximo o dia em que tinha que ir à loja e carregar o carro com centenas de kg de materiais de construção. Para a maior parte dos polacos isto seria algo perfeitamente normal, mas para mim era das últimas coisas que queria estar a fazer nos tempos livres. “Ah, quando compraste um apartamento sabias que ias ter muito trabalho” – diziam-me eles. O choque cultural estava-se a tornar evidente. Eu não queria andar a fazer de senhor das obras e isso era interpretado simplesmente como lazyness da minha parte.

Voltando ao processo de recrutamento – continuava a ser um falhanço total: “Este é vigarista, o meu pai fazia melhor… aquele trabalha mal, o meu pai fazia melhor… aquele não inspira confiança… o meu pai faz melhor…. Tiago… queres que o meu pai faça as obras?!”.

Ainda hesitei. O facto de me estarem a oferecer os “serviços” do pai significa que me estavam a tratar como sendo da família. Sim, porque na Polónia, em vez de se contratarem os famosos especialistas, o que mais frequentemente acontece é que há sempre alguém que tem um pai, um tio, um irmão ou um amigo de um amigo com jeito para as obras e faz tudo muito mais em conta.

Mas caramba… estava a passar do “eu não me quero envolver com as obras” para um “eu vou comprar os materiais todos, fazemos isto em família e eu poupo algum dinheiro mas fico-te a dever um favor enorme para o resto da vida mesmo que no fim acabe tudo mal feito”. Por isso disse que não podia aceitar. Mais uma vez tivemos um pequeno choque cultural e a minha recusa em aceitar a ajuda foi encarada como uma enorme ofensa. Durante alguns dias ainda ficaram chateados comigo, mas os verdadeiros amigos não conseguem ficar muito tempo chateados e por isso não demorou muito até que a nossa relação voltasse ao normal.

Mas e o apartamento? E o plano? Pois… tinha tudo voltado à estaca zero… agora não tinha designers, nem especialistas, nem tradutores… As coisas não pareciam nada bem encaminhadas até ao momento em que contactei a “empresa do Australiano”… 

Empresa do Australiano? Na Polónia? Sim, mas para saberem os detalhes não podem perder o próximo episódio de “Como o Tiago comprou um apartamento na Polónia”. Brevemente, no sítio do costume…

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Queixinhas

Posted by Tiagowski on 13th March 2009

“Oh Tiago, ultimamente o teu blog é só queixinhas! Pára de te queixar, pá!”

Ok. Vou tentar, mas neste post ainda o posso fazer. São quase sempre as mesmas, mas aqui vão:

Queixinha nº1: Afinal a Primavera ainda não chegou à Polónia e nos últimos dias voltámos a ter céu cinzento e chuva. Quando hoje cheguei a casa, vi que a essa hora estavam 0ºC em Cracóvia e 24ºC em Lisboa e fiquei cheio de inveja “vossa”. :-(

Queixinha nº2: Já nem penso muito nisso, mas o złoty definitivamente morreu. Quando olho para posts de Outubro em que estava a stressar porque a taxa de câmbio entre o euro e o złoty já “só” estava a 3.8 quase tenho vontade de rir. Se não fosse tão deprimente ria-me. Agora fico contente se o valor do euro baixar para os 4.5 PLN…

EUR/PLN

Para quem não quer pensar muito sobre o gráfico, lê-se assim: quanto mais sobe, menos dinheiro o Tiago ganha!

Queixinha nº3: É muito desagradável pensar que haja quem ache que por eu ser português sou adepto do 5P0R71NG! :-)

Queixinha nº4: A rapariga que trabalha no banco é muito gira e simpática, mas é tão… eu ia escrever burra, mas a culpa não é só dela… o sítio em que trabalha é que os obriga a ter procedimentos estúpidos… um dia destes conto mais uma história de terror passada num balcão de um banco polaco. Pronto, a queixinha nº4 é apenas contra o red tape e a burocracia existentes nos bancos polacos (sim Millennium, estou a falar de TI!)!

Queixinha nº5: A comida da Eurest onde almoço todos os dias é muito má! E quando digo “muito má” quero dizer “a maior porcaria que já comi na vida!”. Para além de ser má, agora passaram a usar uns pratos mais pequenos de modo a servirem quantidades ainda menores de comida. Não é que se perca muito, mas é chato ver que a crise também chegou à cantina. Fica prometido para breve um post sobre a Eurest (ui, ui, há tanto para dizer!).

Uff! Acabei! Agora, pelo menos durante os próximos dias, não me queixo mais!

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Foi assim que aconteceu – Parte II

Posted by Tiagowski on 11th March 2009

Depois de meses a tratar do financiamento e de inúmeras burocracias referentes ao apartamento (em que me chegaram a pedir documentos que nem sequer existem), no final de 2008 recebi finalmente as tão desejadas chaves.

Em Setembro, ainda em modo estaleiro...Em Portugal isto significaria, pelo menos na maior parte dos casos, que poderia começar a comprar mobília e a pensar em mudar-me rapidamente para a nova casa. E na Polónia? Bem, na Polónia isto significa apenas que acabara de receber acesso a uma casa com chão de cimento, paredes de cimento e com os espaços da casa de banho e da cozinha totalmente vazios; estava praticamente tudo por fazer! Aliás, “por razões de segurança”, a porta nem tinha ainda instalada a fechadura definitiva.

Na prática isto queria dizer que esta aventura tinha apenas acabado de começar. Agora era necessário escolher todos os materiais para casa até ao mais ínfimo detalhe e arranjar pessoal que fizesse as obras. Parece fácil? Pois… não é!

Numa primeira fase tudo parecia claro na minha mente. O plano era mais ou menos assim: “oh, como isto é a Polónia, a mão-de-obra não é muito cara e por isso posso contratar um designer de interiores que faça um projecto bonito e que me ajude a escolher todos os pequenos detalhes com os quais não me quero preocupar. Depois, tendo o projecto, basta arranjar quem o execute sem que me tenha que chatear MUITO com as obras”. Como estava a ser ingénuo!…

Os primeiros designers que contactei fizeram-me propostas de preços absolutamente absurdas (estou convencido que era o “preço para estrangeiros”), embora incluíssem no serviço o acompanhamento da execução das obras. Infelizmente fiquei quase sempre com a ideia de que as pessoas com quem falei não eram muito honestas e queriam simplesmente facturar o máximo possível, pelo que não me decidi por nenhum.

Como não estava satisfeito com a minha primeira abordagem ao mercado, decidi interrogar amigos polacos já bastante experientes nestas andanças sobre qual a melhor forma de executar as obras. “Oh, não precisas de um designer para nada! O que precisas é de encontrar especialistas para cada função! Contratas um para instalar a casa de banho, outro para o chão, outro para pintar as paredes, um electricista e outro para a cozinha e pronto! Sai muito mais barato! Nós ajudamos-te…” – disseram-me eles. Por esta altura já estava a ver a minha vida a andar para trás. Desde o início que encarei este apartamento mais como um investimento (by the away: “excelente” timming, Tiago! Sim senhor!) do que propriamente como algo em que quisesse perder muito tempo ou com que quisesse ter um alto grau de envolvimento emocional. Mas em Roma, sê Romano e apesar de não estar inteiramente convencido, este passou a ser oficialmente o meu novo plano.

Nas semanas que se seguiram visitei inúmeras lojas à procura dos materiais ideais para a casa. Vi 1000 tipos de chão, 1000 modelos de sanita, de torneiras e de lavatórios, 1000 cozinhas e pesquisei centenas de possíveis cores para as paredes. Afinal, segundo o método polaco, eu iria ter que decidir tudo até ao mais ínfimo dos detalhes! Para terem uma ideia, teria de chegar ao pormenor de dizer ao senhor que instala as coisas na casa de banho onde é que EU queria que ele partisse os azulejos de forma a ficar tudo encaixado de forma elegante. Ao que me explicaram dizer “ò homem, faça como achar que fica melhor!” não é nada boa ideia porque eles não gostam de pensar e normalmente optariam por fazer da forma mais fácil.

Fazer as coisas de acordo com a polish way era o meu novo plano e achava que me ia manter fiel a ele… mas será que foi isso aconteceu?

Não percam o próximo post, porque nós também não!!! :-)

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Evolução

Posted by Tiagowski on 2nd March 2009

Copy-paste:

O ex-primeiro-ministro polaco e actual líder da oposição Jaroslaw Kaczynski, irmão gémeo doJaroslaw Kaczynski presidente  do  país, já tem conta bancária, quando até agora o seu dinheiro estava depositado na conta da mãe, com quem vive há anos.

Segundo revela o tablóide Super Express, esta decisão de Kaczynski não tem apenas como objectivo poder dispor livremente do seu dinheiro, mas também fazer compras através da Internet.

“Não estou a brincar, guardo o dinheiro na conta da minha mãe”, explicou em 2007 Jaroslaw Kaczynski, quando meios de comunicação de todo o mundo falavam sobre um primeiro-ministro sem conta bancária nem carta de condução, que ainda vivia com a mãe e vários gatos.

“Não é uma questão de excentricidade, é resultado da experiencia”, justificou então Kaczynski, líder dos conservadores polacos e conhecido pelo seu eurocepticismo.

Jaroslaw Kaczynski foi chefe do Executivo da Polónia entre Julho de 2006 e Novembro de 2007.

Qualquer dia ainda vai usar cartões de débito para pagar contas em restaurantes. O excêntrico…

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Aqui não há Carnaval

Posted by Tiagowski on 23rd February 2009

Quer dizer… haver até há, só que não dura três dias e não tem máscaras, serpentinas, confettis ou desfiles.

Na Polónia chamam Karnawal a todo o período que vai desde o Natal até à quarta-feira de cinzas e, tanto quanto sei, não há nenhuma celebração específica desta altura à excepção da “quinta-feira gorda” em se comem imensos pączki.

E isto só para partilhar que amanhã não é feriado e tenho que ir trabalhar como normalmente. Bah! :-(

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