Site do Tiago

em Cracóvia, na Polónia e no resto do Mundo

  • Tags

  • Subscribe

  • Meta

As fotos do apartamento

Posted by Tiagowski on 5th June 2009

Já as tinha “facebookado” há mais de um mês e acabei por negligenciar o sitedotiago. Desculpem o atraso, mas finalmente aqui estão:

casa de banho - banheira xpto do lado esquerdoatrás dessas coisas de vidro fica o "quarto"casa de banhotoda a casa!cozinhaainda faltava a bimby!fogão e frigorífico

Estas são as fotos que a “empresa do australiano” tirou para meter no seu portfolio. Foram tiradas quando ainda não havia qualquer mobília, pelo que não vale fazer comentários do tipo “parece que não mora aí ninguém”. Também não vale dizer “ah, é giro, mas onde está o resto?” porque o resto não existe! É um estúdio pequenino!

Quando a Pani Beata cá vier fazer a limpeza, prometo que tiro mais fotos para ficarem com uma ideia mais concreta do resultado final. Apesar de ser pequeno, é muito confortável e há espaço para tudo!

A obra ficou tal e qual a tinha idealizado, pelo que só posso dizer bem da empresa do australiano. Perfeito mesmo, só se fosse em Lisboa e se em vez do jardim com um lago e área para fazer barbecues que os construtores meteram lá fora tivessem construído uma piscina!

Graças a este projecto aprendi imensas coisas e no dia em que comprar uma coisa mais definitiva em Lisboa irei ter ideias muito mais concretas sobre o que quero e sobretudo sobre o que não quero fazer.

PS – O melhor de tudo foi mesmo a parte de não ter sido eu a comprar e transportar a sanita, o chão e tudo o resto por mim mesmo. Se tivesse optado por essa solução, ainda a esta hora devia andar com tijolos às costas… :P

Tags: , , , , , , , ,
Posted in Diário | 8 Comments »

Foi assim que aconteceu – última parte

Posted by Tiagowski on 11th May 2009

Xiii… já passou tanto tempo e ainda não acabei de vos contar a história da casa… começando pelo fim, tenho a dizer que foi um sucesso e a casa ficou exactamente como a tinha idealizado! E como? tralhas!

Como em muitas outras ocasiões, o Google foi meu amigo e encaminhou-me até um fórum na internet onde vários ingleses discutiam quais as melhores empresas para fazerem acabamentos em apartamentos em Cracóvia. Gostei dos comentários que li e resolvi contactar a “empresa do Australiano”…

Na mesma manhã em que usei os meus fabulosos dotes de polaco para falar com o homem da companhia eléctrica que veio instalar o contador e com o homem que veio instalar a fechadura definitiva na porta, encontrei-me também com o Tom (aka “o Australiano”).

O Tom é o dono e fundador da “empresa do Australiano”, não fala polaco, e tem uma história curiosa.  Veio para a Europa trabalhar em Londres mas diz que depressa se fartou de passar os dias fechado no escritório e do clima cinzento característico de Inglaterra (se o clima fosse a verdadeira razão, não fez um grande upgrade). Por terras de Sua Majestade, apaixonou-se por uma polaquinha (lá está, assim já faz mais sentido) e acabou por se mudar para Cracóvia onde começou por dar aulas de inglês.

a casa de banho Como a dar aulas não se fica rico e como ele parece ter um enorme espírito empreendedor, começou a procurar oportunidades de negócio. Viu que havia muitos ingleses e irlandeses a comprar casas na Polónia e que para eles contactar empreiteiros manhosos à distância era uma tarefa quase impossível de realizar. Como já tinha experiência com o apartamento dele e com os de alguns amigos, resolveu criar a “empresa do australiano” que se especializou precisamente em acabar apartamentos na Polónia.

Em menos de uma hora foi possível explicar-lhe qual o propósito do apartamento, dizer-lhe genericamente o que pretendia, ouvir as sugestões dele e chegar a um acordo sobre praticamente todos os materiais a usar e qual o plano de acção para que o apartamento ficasse ao meu gosto. Se com a maioria dos polacos com que falei TUDO parecia ser um problema, com o Tom quase não tive que explicar nada porque ele entendeu perfeitamente desde o início que eu queria. Falávamos a mesma língua!

No dia seguinte apresentou-me um orçamento detalhado com os custos dos materiais e da mão-de-obra, bem como uma estimativa do tempo que as obras deveriam demorar. Comparando com os “bem, o preço não consigo estimar ao certo, temos que ver durante o decorrer das obras” que a maioria dos “empreiteiros” que contactara anteriormente me respondera, esta forma de trabalhar foi uma verdadeira lufada de ar fresco.

Rapidamente chegámos a um acordo e assinámos um contrato. Como é maravilhoso o capitalismo! mais tralhas que eu NÃO transportei :) Graças a ele já não tive que andar a transportar sacos de cimento, sanitas ou tintas nos meus tempos livres! Não, assim apenas me limitei a acompanhar as obras à distância e a decidir sobre as coisas realmente relevantes. De vez em quando a “empresa do Australiano” lá me fazia alguma proposta de coisas que achavam que poderiam ser melhoradas e eu limitava-me a aprovar ou rejeitar. O Tom informava-me diariamente sobre os progressos da obra e eu só a visitava aos fins-de-semana por mera curiosidade, para ver como iam as coisas.

Claro que a minha decisão foi encarada com alguma desconfiança por parte de alguns amigos polacos e ainda hoje acham uma palermice eu ter pago a alguém para fazer essas coisas todos uma vez que saía bem mais em conta ser eu a fazer tudo(!). Adiante…

Supostamente as obras deveriam estar prontas em 4 semanas, mas arrastaram-se por umas 7. O que até nem é mau, tendo em conta tudo o que fizeram. Destruíram e reconstruíram paredes, meteram o chão, pintaram tudo, instalaram a cozinha, a casa de banho e todos os electrodomésticos, trataram de tudo o que tivesse que ver com a electricidade e iluminação e embutiram na parede um roupeiro enorme que dá bastante arrumação ao estúdio. Ufa! Que trabalheira! Só de imaginar que era esperado que fosse eu a preocupar-me com cada uma dessas coisas fico com vontade de rir. Ou de chorar, não sei bem. O que sei é que teria sido impossível!

Por isso, obrigado “empresa do Australiano”. São os maiores!

Nos próximos posts: a mudança de casa e fotos da obra acabada

Tags: , , , , , , ,
Posted in Diário | 2 Comments »

Foi assim que aconteceu – Parte III

Posted by Tiagowski on 17th March 2009

Onde é que ia? Ah, já sei… tinha decidido fazer todas as obras de acordo com a polish way - iria eu mesmo escolher todos os materiais para a casa e contratar individualmente pessoas que fizessem as obras…

Uma casa cheia de nada...Ao fim de algumas semanas já tinha uma shortlist mais ou menos definida dos materiais que queria usar mas estava a ter imensos  problemas com o recrutamento dos “especialistas”. A maioria deles “não conseguia” estimar o preço antes de executar a obra e eram poucos os que tinham um portfolio com obras anteriores que pudessem ou quisessem mostrar. Basicamente eram muito manhosos e desta vez não havia a desculpa de ser por estarem a lidar com estrangeiros pois foram os meus amigos polacos que fizeram os contactos todos. Segundo pude apurar, é muito comum estes profissionais proporem fazer as obras por determinado valor e depois, quando já não há forma de voltar atrás, começarem a pedir mais e mais dinheiro para as acabarem. Se fazem isso aos polacos, só posso imaginar como iria ser comigo. Mal podia esperar!

Enquanto o processo de recrutamento de especialistas decorria, os meus amigos que me estavam a acompanhar neste processo sugeriram-me que começasse a comprar os materiais. Ah, pois é… era suposto eu ir a cada uma das lojas onde tinha visto coisas de que gostava e dizer “olhe, quero 50 azulejos daqueles, dois sacos de cimento e uma sanita daquelas. Sim, sim, é para levar tudo ali no carro que tem muito espaço…” porque a maioria dos ditos especialistas não fazia essa parte. Aliás, muitas das lojas nem sequer tinham um serviço de entregas porque por estas bandas assume-se que, por defeito, quem está a comprar uma casa tem forma de transportar as tralhas todas. TEM de ter. 

Do “eu não me quero envolver muito com as obras” inicial até ao “fonix, parece que vou ter que andar a transportar sacos de cimento às costas” foi um passo muito pequeno. E eu não estava a gostar.

Talvez por isso tenha adiado ao máximo o dia em que tinha que ir à loja e carregar o carro com centenas de kg de materiais de construção. Para a maior parte dos polacos isto seria algo perfeitamente normal, mas para mim era das últimas coisas que queria estar a fazer nos tempos livres. “Ah, quando compraste um apartamento sabias que ias ter muito trabalho” – diziam-me eles. O choque cultural estava-se a tornar evidente. Eu não queria andar a fazer de senhor das obras e isso era interpretado simplesmente como lazyness da minha parte.

Voltando ao processo de recrutamento – continuava a ser um falhanço total: “Este é vigarista, o meu pai fazia melhor… aquele trabalha mal, o meu pai fazia melhor… aquele não inspira confiança… o meu pai faz melhor…. Tiago… queres que o meu pai faça as obras?!”.

Ainda hesitei. O facto de me estarem a oferecer os “serviços” do pai significa que me estavam a tratar como sendo da família. Sim, porque na Polónia, em vez de se contratarem os famosos especialistas, o que mais frequentemente acontece é que há sempre alguém que tem um pai, um tio, um irmão ou um amigo de um amigo com jeito para as obras e faz tudo muito mais em conta.

Mas caramba… estava a passar do “eu não me quero envolver com as obras” para um “eu vou comprar os materiais todos, fazemos isto em família e eu poupo algum dinheiro mas fico-te a dever um favor enorme para o resto da vida mesmo que no fim acabe tudo mal feito”. Por isso disse que não podia aceitar. Mais uma vez tivemos um pequeno choque cultural e a minha recusa em aceitar a ajuda foi encarada como uma enorme ofensa. Durante alguns dias ainda ficaram chateados comigo, mas os verdadeiros amigos não conseguem ficar muito tempo chateados e por isso não demorou muito até que a nossa relação voltasse ao normal.

Mas e o apartamento? E o plano? Pois… tinha tudo voltado à estaca zero… agora não tinha designers, nem especialistas, nem tradutores… As coisas não pareciam nada bem encaminhadas até ao momento em que contactei a “empresa do Australiano”… 

Empresa do Australiano? Na Polónia? Sim, mas para saberem os detalhes não podem perder o próximo episódio de “Como o Tiago comprou um apartamento na Polónia”. Brevemente, no sítio do costume…

Tags: , , , , , , ,
Posted in Diário | 6 Comments »