E agora algo totalmente diferente:
Mesmo num vídeo com baixa resolução e passado a alta velocidade dá para ver a “beleza” que são as estradas de Cracóvia.
E agora algo totalmente diferente:
Mesmo num vídeo com baixa resolução e passado a alta velocidade dá para ver a “beleza” que são as estradas de Cracóvia.
A – allegro.pl – é o equivalente polaco ao ebay. Compro (quase) tudo através deste site!
B – betfair.com – para apostar nas vitórias do Benfica.
C – cracow-life.com – tudo sobre Cracóvia. A minha checklist de sítios a visitar está completa!
D – deolinda.com.pt – sons de Portugal. “Vão sem mim que eu vou lá ter…”
E – engadget.com – leitura diária, para estar a par das geekices.
F – facebook.com – para saber da malta! É um hi5 em bom e sem spam.
G – gizmodo.com – mais geekices.
H – hi5.com – há poucos sites começados por H! Não abro o meu há séculos.
I – imdb.com – porque gosto de filmes.
J – jminteriors.pl – orientação para o cliente na Polónia.
K – kubuntu.com – até sou fã, mas só devo ter visitado o site uma vez.
L – lifehacker.com – há aqui um padrão…
M – maps.google.com – para saber onde estou e para onde vou. O street view é fantástico!
N – nokia.com – porque andei a espiar o Nokia 5800.
O – oliveiradaserra.pt – tem receitas rápidas e fáceis, mesmo sem Bimby.
P – publico.pt – leitura diária, de cima a baixo.
Q – queimadasfitas.org – quando começa? Sou de Lisboa e infelizmente nunca lá fui. Mas visitei o site!
R – record.pt – como é que esta porcaria aqui apareceu?
S – serbenfiquista.com – porque sou. Muito.
T – tvtuga.com – para ver o futebol quando a antena não funciona.
U – uefa.com – força Braga!
V – videos.sapo.pt – um youtube mais pequenino.
W – wikipedia.com – fonte de sabedoria (?).
X – xe.com – até onde desce o złoty?
Y – youtube.com – está tudo lá.
Z – zero
Nota: não escolhi nenhum site; estas são apenas as sugestões que o meu browser me dá em primeiro lugar para cada letra que insira na barra de endereços!
Onde é que ia? Ah, já sei… tinha decidido fazer todas as obras de acordo com a polish way - iria eu mesmo escolher todos os materiais para a casa e contratar individualmente pessoas que fizessem as obras…
Ao fim de algumas semanas já tinha uma shortlist mais ou menos definida dos materiais que queria usar mas estava a ter imensos problemas com o recrutamento dos “especialistas”. A maioria deles “não conseguia” estimar o preço antes de executar a obra e eram poucos os que tinham um portfolio com obras anteriores que pudessem ou quisessem mostrar. Basicamente eram muito manhosos e desta vez não havia a desculpa de ser por estarem a lidar com estrangeiros pois foram os meus amigos polacos que fizeram os contactos todos. Segundo pude apurar, é muito comum estes profissionais proporem fazer as obras por determinado valor e depois, quando já não há forma de voltar atrás, começarem a pedir mais e mais dinheiro para as acabarem. Se fazem isso aos polacos, só posso imaginar como iria ser comigo. Mal podia esperar!
Enquanto o processo de recrutamento de especialistas decorria, os meus amigos que me estavam a acompanhar neste processo sugeriram-me que começasse a comprar os materiais. Ah, pois é… era suposto eu ir a cada uma das lojas onde tinha visto coisas de que gostava e dizer “olhe, quero 50 azulejos daqueles, dois sacos de cimento e uma sanita daquelas. Sim, sim, é para levar tudo ali no carro que tem muito espaço…” porque a maioria dos ditos especialistas não fazia essa parte. Aliás, muitas das lojas nem sequer tinham um serviço de entregas porque por estas bandas assume-se que, por defeito, quem está a comprar uma casa tem forma de transportar as tralhas todas. TEM de ter.
Do “eu não me quero envolver muito com as obras” inicial até ao “fonix, parece que vou ter que andar a transportar sacos de cimento às costas” foi um passo muito pequeno. E eu não estava a gostar.
Talvez por isso tenha adiado ao máximo o dia em que tinha que ir à loja e carregar o carro com centenas de kg de materiais de construção. Para a maior parte dos polacos isto seria algo perfeitamente normal, mas para mim era das últimas coisas que queria estar a fazer nos tempos livres. “Ah, quando compraste um apartamento sabias que ias ter muito trabalho” – diziam-me eles. O choque cultural estava-se a tornar evidente. Eu não queria andar a fazer de senhor das obras e isso era interpretado simplesmente como lazyness da minha parte.
Voltando ao processo de recrutamento – continuava a ser um falhanço total: “Este é vigarista, o meu pai fazia melhor… aquele trabalha mal, o meu pai fazia melhor… aquele não inspira confiança… o meu pai faz melhor…. Tiago… queres que o meu pai faça as obras?!”.
Ainda hesitei. O facto de me estarem a oferecer os “serviços” do pai significa que me estavam a tratar como sendo da família. Sim, porque na Polónia, em vez de se contratarem os famosos especialistas, o que mais frequentemente acontece é que há sempre alguém que tem um pai, um tio, um irmão ou um amigo de um amigo com jeito para as obras e faz tudo muito mais em conta.
Mas caramba… estava a passar do “eu não me quero envolver com as obras” para um “eu vou comprar os materiais todos, fazemos isto em família e eu poupo algum dinheiro mas fico-te a dever um favor enorme para o resto da vida mesmo que no fim acabe tudo mal feito”. Por isso disse que não podia aceitar. Mais uma vez tivemos um pequeno choque cultural e a minha recusa em aceitar a ajuda foi encarada como uma enorme ofensa. Durante alguns dias ainda ficaram chateados comigo, mas os verdadeiros amigos não conseguem ficar muito tempo chateados e por isso não demorou muito até que a nossa relação voltasse ao normal.
Mas e o apartamento? E o plano? Pois… tinha tudo voltado à estaca zero… agora não tinha designers, nem especialistas, nem tradutores… As coisas não pareciam nada bem encaminhadas até ao momento em que contactei a “empresa do Australiano”…
Empresa do Australiano? Na Polónia? Sim, mas para saberem os detalhes não podem perder o próximo episódio de “Como o Tiago comprou um apartamento na Polónia”. Brevemente, no sítio do costume…
“Oh Tiago, ultimamente o teu blog é só queixinhas! Pára de te queixar, pá!”
Ok. Vou tentar, mas neste post ainda o posso fazer. São quase sempre as mesmas, mas aqui vão:
Queixinha nº1: Afinal a Primavera ainda não chegou à Polónia e nos últimos dias voltámos a ter céu cinzento e chuva. Quando hoje cheguei a casa, vi que a essa hora estavam 0ºC em Cracóvia e 24ºC em Lisboa e fiquei cheio de inveja “vossa”.
Queixinha nº2: Já nem penso muito nisso, mas o złoty definitivamente morreu. Quando olho para posts de Outubro em que estava a stressar porque a taxa de câmbio entre o euro e o złoty já “só” estava a 3.8 quase tenho vontade de rir. Se não fosse tão deprimente ria-me. Agora fico contente se o valor do euro baixar para os 4.5 PLN…
Para quem não quer pensar muito sobre o gráfico, lê-se assim: quanto mais sobe, menos dinheiro o Tiago ganha!
Queixinha nº3: É muito desagradável pensar que haja quem ache que por eu ser português sou adepto do 5P0R71NG!
Queixinha nº4: A rapariga que trabalha no banco é muito gira e simpática, mas é tão… eu ia escrever burra, mas a culpa não é só dela… o sítio em que trabalha é que os obriga a ter procedimentos estúpidos… um dia destes conto mais uma história de terror passada num balcão de um banco polaco. Pronto, a queixinha nº4 é apenas contra o red tape e a burocracia existentes nos bancos polacos (sim Millennium, estou a falar de TI!)!
Queixinha nº5: A comida da Eurest onde almoço todos os dias é muito má! E quando digo “muito má” quero dizer “a maior porcaria que já comi na vida!”. Para além de ser má, agora passaram a usar uns pratos mais pequenos de modo a servirem quantidades ainda menores de comida. Não é que se perca muito, mas é chato ver que a crise também chegou à cantina. Fica prometido para breve um post sobre a Eurest (ui, ui, há tanto para dizer!).
Uff! Acabei! Agora, pelo menos durante os próximos dias, não me queixo mais!
Depois de meses a tratar do financiamento e de inúmeras burocracias referentes ao apartamento (em que me chegaram a pedir documentos que nem sequer existem), no final de 2008 recebi finalmente as tão desejadas chaves.
Em Portugal isto significaria, pelo menos na maior parte dos casos, que poderia começar a comprar mobília e a pensar em mudar-me rapidamente para a nova casa. E na Polónia? Bem, na Polónia isto significa apenas que acabara de receber acesso a uma casa com chão de cimento, paredes de cimento e com os espaços da casa de banho e da cozinha totalmente vazios; estava praticamente tudo por fazer! Aliás, “por razões de segurança”, a porta nem tinha ainda instalada a fechadura definitiva.
Na prática isto queria dizer que esta aventura tinha apenas acabado de começar. Agora era necessário escolher todos os materiais para casa até ao mais ínfimo detalhe e arranjar pessoal que fizesse as obras. Parece fácil? Pois… não é!
Numa primeira fase tudo parecia claro na minha mente. O plano era mais ou menos assim: “oh, como isto é a Polónia, a mão-de-obra não é muito cara e por isso posso contratar um designer de interiores que faça um projecto bonito e que me ajude a escolher todos os pequenos detalhes com os quais não me quero preocupar. Depois, tendo o projecto, basta arranjar quem o execute sem que me tenha que chatear MUITO com as obras”. Como estava a ser ingénuo!…
Os primeiros designers que contactei fizeram-me propostas de preços absolutamente absurdas (estou convencido que era o “preço para estrangeiros”), embora incluíssem no serviço o acompanhamento da execução das obras. Infelizmente fiquei quase sempre com a ideia de que as pessoas com quem falei não eram muito honestas e queriam simplesmente facturar o máximo possível, pelo que não me decidi por nenhum.
Como não estava satisfeito com a minha primeira abordagem ao mercado, decidi interrogar amigos polacos já bastante experientes nestas andanças sobre qual a melhor forma de executar as obras. “Oh, não precisas de um designer para nada! O que precisas é de encontrar especialistas para cada função! Contratas um para instalar a casa de banho, outro para o chão, outro para pintar as paredes, um electricista e outro para a cozinha e pronto! Sai muito mais barato! Nós ajudamos-te…” – disseram-me eles. Por esta altura já estava a ver a minha vida a andar para trás. Desde o início que encarei este apartamento mais como um investimento (by the away: “excelente” timming, Tiago! Sim senhor!) do que propriamente como algo em que quisesse perder muito tempo ou com que quisesse ter um alto grau de envolvimento emocional. Mas em Roma, sê Romano e apesar de não estar inteiramente convencido, este passou a ser oficialmente o meu novo plano.
Nas semanas que se seguiram visitei inúmeras lojas à procura dos materiais ideais para a casa. Vi 1000 tipos de chão, 1000 modelos de sanita, de torneiras e de lavatórios, 1000 cozinhas e pesquisei centenas de possíveis cores para as paredes. Afinal, segundo o método polaco, eu iria ter que decidir tudo até ao mais ínfimo dos detalhes! Para terem uma ideia, teria de chegar ao pormenor de dizer ao senhor que instala as coisas na casa de banho onde é que EU queria que ele partisse os azulejos de forma a ficar tudo encaixado de forma elegante. Ao que me explicaram dizer “ò homem, faça como achar que fica melhor!” não é nada boa ideia porque eles não gostam de pensar e normalmente optariam por fazer da forma mais fácil.
Fazer as coisas de acordo com a polish way era o meu novo plano e achava que me ia manter fiel a ele… mas será que foi isso aconteceu?
Não percam o próximo post, porque nós também não!!!
Notícia do MaisFutebol:
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, esteve em apuros esta semana por causa do futebol. Não que tenha decretado qualquer medida de que os adeptos ou dirigentes não gostassem. Tusk é que foi apanhado a jogar futebol, quando devia estar numa votação parlamentar sobre pensões.
Grande fã de futebol, Tusk tem por hábito dar uns toques com os amigos (ou com membros do seu partido) quando pode. Desta vez, esqueceu-se das suas funções de ministro quando viu uma bola à frente e decidiu trocar a votação parlamentar de quinta-feira à noite por uma «peladinha». O problema maior foi o facto de a televisão privada polaca TVN o ter apanhado em flagrante. Lech Kaczynski, o maior rival político de Tusk, já reagiu. «Qual foi o resultado do jogo? Será que o primeiro-ministro marcou dois golinhos ou não?», comentou com ironia aos jornalistas.
Donald Tusk assumiu o erro e admitiu que não tinha «palavras para justificar a falta» na Assembleia. Pediu desculpas e prometeu não repetir.
PS – Hoje não é um bom dia para escrever sobre futebol, pois não?! Até eu me senti envergonhado…
Depois de meses e meses de escuridão, em que o céu esteve permanentemente cinzento ou negro, eis que começa a ser cada vez mais frequente ver isto:
Afinal o céu ainda é azul e o Sol continua no mesmo sítio! É o princípio do fim das depressões de Inverno…
O ex-primeiro-ministro polaco e actual líder da oposição Jaroslaw Kaczynski, irmão gémeo do
presidente do país, já tem conta bancária, quando até agora o seu dinheiro estava depositado na conta da mãe, com quem vive há anos.
Segundo revela o tablóide Super Express, esta decisão de Kaczynski não tem apenas como objectivo poder dispor livremente do seu dinheiro, mas também fazer compras através da Internet.
“Não estou a brincar, guardo o dinheiro na conta da minha mãe”, explicou em 2007 Jaroslaw Kaczynski, quando meios de comunicação de todo o mundo falavam sobre um primeiro-ministro sem conta bancária nem carta de condução, que ainda vivia com a mãe e vários gatos.
“Não é uma questão de excentricidade, é resultado da experiencia”, justificou então Kaczynski, líder dos conservadores polacos e conhecido pelo seu eurocepticismo.
Jaroslaw Kaczynski foi chefe do Executivo da Polónia entre Julho de 2006 e Novembro de 2007.
Qualquer dia ainda vai usar cartões de débito para pagar contas em restaurantes. O excêntrico…