Grande!…

Ao ler o blog do Misha, descobri esta pérola:

Łukasz Merda

O Łukasz Coiso é o guarda-redes do TS Podbeskidzie Bielsko-Biała (um clube da segunda divisão Polaca) e com um nome destes certamente teria lugar em muitas equipas da Superliga Portuguesa…

Há coisas fantásticas, não há?!

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Síndrome de Sokota

Hoje começo pelo fim. Esta é a minha perna e graças a ela tenho direito a duas semanas de descanso:

A minha perna

Querem saber como é que tudo aconteceu? É só ler o post até ao fim…

Bem, como sabem aqui na Polónia neva muito e para que seja possível conduzir com estas condições climatéricas é necessário montar nos automóveis pneus próprios para a neve – caso se tente conduzir com pneus normais, o carro entra em constante aquaplaning e é impossível de conduzir com segurança.

Já há algumas semanas que eu andava a dizer que "para a semana mudo os meus", mas como aindaPneus de Inverno   não nevava nem parecia que viesse a nevar tão cedo fui sempre adiando a coisa. Quando finalmente decidi que era hora de mudar descobri que a única forma de ter os pneus com as dimensões necessárias para o meu carro era sob encomenda (pois têm umas medidas pouco comuns). Lá os encomendei, mas azar dos azares, enquanto esperava que chegassem caiu o primeiro nevão do ano!

Com as estradas cheias de neve e gelo era-me impossível conduzir e tive que deixar o carro no parque da empresa onde trabalho durante dois dias.

Os pneus finalmente chegaram, e no Sábado de manhã lá combinei ir com um colega meu à loja para os montar. Como tinha combinado encontrar-me com ele às 9h00 e já eram 9h02 (os Polacos chegam à hora certa e era chato deixar o rapaz ao frio à minha espera) lá acelerei o passo. Sem que me apercebesse, todo o chão à minha volta era gelo e como estava a andar depressa… pafff!

Quando dei por mim estava esticado no chão! Ao tentar levantar-me caí novamente, tal como aquelas pessoas que estou a aprender a patinar. Depois de dizer dezenas de asneiras em poucos segundos, lá me levantei e tentei andar normalmente até ao local combinado.

Passei a manhã a trocar os pneus (havia fila!), voltei a casa, trouxe os pneus de Verão para a varanda e só quando me sentei na sala em frente à televisão é que me apercebi de que a dorzinha que tinha no pé afinal até se via – o meu tornozelo direito estava inchadíssimo (aí umas 3 ou 4 vezes maior do que o normal, parecia uma bola de ténis!) e quanto mais olhava para ele, mais doía! :-) Meti gelo…

No dia seguinte o inchaço começou a desaparecer e transformar-se numa nódoa negra gigantesca (vá, todo o pé era uma única nódoa negra). Como na Segunda-feira continuava coxo e com o pé negro, lá fui ao médico da empresa. Fizeram-me radiografias e disseram que não estava nada partido, mas ainda assim acharam que eu devia ir a um ortopedista.

Fui na esperança de que ele me desse uma pomada qualquer e me dissesse que poderia ir dois dias para casa descansar. Qual não foi a minha surpresa quando o homem começou a dizer "ah e tal, não está nada partido mas vamos ter que meter gesso para termos a certeza que não forças esse tornozelo"!

E pronto. Entrei para o consultório com uma dorzinha e saí de lá cheio de gesso, com duas muletas e com duas semanas de férias baixa:

No consultório...

Enquanto o médico me punha o gesso eu só me conseguia rir – a Ania que esteve lá comigo diz para além de rir, eu dizia o tempo todo "oh, fdx! oh, fdx! oh, fdx!". É possível. Toda a situação me parecia irreal!

Caramba, eu já fiz coisas mais dolorosas e nunca precisei de gesso. Isto é um raio de uma nódoa negra! Acho que ele só meteu o gesso para justificar a existência ou para receber mais dinheiro do seguro, mas enfim… o xôtor é que sabe!

Claro que quando eu tento explicar aos meus colegas Polacos que não tenho nada, a maioria olha para mim com um ar condescendente e diz coisas do tipo "vá, o importante é que recuperes e fiques bem tratado", como se na verdade tivesse mesmo partido um pé ou qualquer coisa parecida!

Pobre Tiago, que fica duas semanas em casa a ver televisão, a navegar na net e a receber simpáticas visitas que vêm dar apoio moral!

:-)

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E continua…

Aqui ficam mais algumas fotografias tiradas nos últimos dias em Cracóvia:

cracovia_neve_1  cracovia_neve_2  cracovia_neve_3

cracovia_neve_4  cracovia_neve_5  cracovia_neve_6

cracovia_neve_7  cracovia_neve_8  cracovia_neve_9

As primeiras fotos voltam a mostrar como tenho encontrado o carro de cada vez que neva; as outras são apenas paisagens encontradas algures pelos parques da cidade.

Giro, giro é ouvir os tipos da televisão portuguesa a dizer que agora é que está frio e mau tempo!

PS – Sabem como é que uma simples troca de pneus se torna em 2 semanas de férias? Amanhã conto! :-)

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Já começou!

Viver na Polónia é… sair de casa e encontrar o carro transformado numa enorme bola de neve:

E o Inverno acaba de começar! :-)

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Vomi… coiso…

- Tiago, are you going to upload that photo to your website?
- Yes, of course!
- Come on! Then people will think all bathrooms in Poland are like that. You must tell them this is a joke!
- Ok, I will… :-)

Portanto, lembrem-se… o vomitório não existe em todo o lado – é um exclusivo do Pod Wawelem!

Vomitório:
do Lat. vomitoriu
adj., vomitivo;
s. m., medicamento vomitivo;
ant., entre os Romanos Polacos, compartimento onde os convivas iam vomitar, voltando depois para a mesa para encher de novo o estômago; portas que davam entrada para os degraus dos teatros e anfiteatros romanos e pelas quais a multidão era vomitada ou lançada.

adaptado de Dicionário da Língua Portuguesa On-Line.

Nota: para os mais esquecidos, o Pod Wawelem é o restaurante das cervejas de litro e das doses de carne gigantescas! Obrigado ao fotógrafo

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Wisła Kraków – Legia Warszawa

Em Portugal era um frequentador assíduo do Estádio da Luz - tinha (e continuo a ter!) lugar cativo e não falhava um jogo que fosse do Benfica. Agora que estou na Polónia continuo a seguir religiosamente os jogos através da televisão, mas tenho umas saudades enormes de ver futebol ao vivo.

Quando me perguntaram se queria ir ao estádio do Wisła ver aquele que poderia ser o jogo da época, nem hesitei! Este ano o Wisła está a fazer um grande campeonato (é líder isolado) e ia receber um dos seus maiores rivais – o Legia Warszawa. A rivalidade que aqui existe com os clubes da capital é muito semelhante à que normalmente existe entre o FCP e o Benfica. Tal como em Portugal, também aqui os adeptos do clube da cidade mais pequena odeiam tudo o que seja da capital e parecem entoar tantos cânticos de apoio à sua equipa como de insultos aos adversários.

Na Polónia ir ao futebol é considerado perigoso e é muito comum haver confrontos entre hooligans que acabam sempre por resultar em alguns feridos. No entanto desta vez não existia o perigo de isso acontecer pois desde que os adeptos do Legia destruíram a cidade de Vilnus na Lituânia que estão proibidos de assistir a jogos na condição de visitantes, pelo que a lotação do estádio estava inteiramente preenchida com adeptos do Wisła!

A tradição diz que, em dias de jogo na Luz, é suposto passarmos pelas famosas roulottes no Alto dos Moinhos e comer bifanas ou couratos regados com imperiais enquanto se discute com os típicos adeptos Benfiquistas (sim, refiro-me àqueles gordos com bigode que gostam muito de beber vinho tinto!) por quantos é que o nosso Glorioso vai ganhar. Na Polónia é parecido. Apenas temos que substituir as minis por vodka e por muitos litros de cerveja, as bifanas e couratos por kiełbasa (vá, salsichas típicas da Polónia com pão e mostarda) e os gordos de bigode por muitos tipos de cabelo quase rapado!

Dentro do estádio as coisas são bem diferentes. Se em Portugal o futebol é hoje um desporto para a família (à volta do meu lugar na Luz sentam-se muitas senhoras, muitas crianças e por vezes até pessoas de idade avançada) na Polónia isso não é hipótese que se coloque. Aqui o futebol ainda é para homens de barba rija! Ninguém (mas ninguém mesmo!) se senta nas cadeiras por um instante que seja (as cadeiras servem apenas para meter os pés) e o estádio inteiro age como se fosse uma claque organizada. Imaginem portanto um estádio em que 100% dos adeptos são No Name Boys ou Diabos Vermelhos e assim é o futebol na Polónia.

O jogo jogado dentro das quatro linhas é que não foi nada do outro mundo. Apesar de ser provavelmente o jogo mais importante do campeonato, a verdade é que o futebol jogado me fez lembrar um Alverca-Campomaiorense a que assisti há uns anos. Não me levem a mal, o Alverca e o Campomaiorense são (eram) as minhas equipas pequenas preferidas e por lá passaram grandes jogadores (Jimmy Hasselbaink e Isaías no Campomaiorense; Deco, Maniche, Kulkov ou Mantorras no Alverca) mas eram dois clubes que lutavam normalmente para não descer de divisão. Se qualquer um destes candidatos ao título na Polónia jogasse em Portugal, provavelmente não ficariam na primeira metade da tabela. São muito fraquinhos, embora me pareça que o Wisła possa por lá ter alguns jogadores com potencial.

Para ficarem com uma pequena do que uma claque com mais de 20.000 pessoas pode fazer, vejam o vídeo que gravei no estádio:

Achei fenomenal a forma como no final da partida os jogadores do Wisła agradeceram o apoio dos adeptos – dirigiram-se a cada uma das bancadas e entoaram cânticos em conjunto com o público. Muito bom!

Quase me esquecia… o resultado final foi Wisła 1 – Legia 0, pelo que agora “somos” ainda mais primeiros e o campeonato está no papo! :-)

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Estive na Ucrânia!

Pois é… Há duas semanas atrás tive a oportunidade de visitar a Ucrânia pela primeira vez. A cidade que visitámos chama-se L’viv (em ucraniano) ou Lwów (em polaco). Após uma rápida consulta à Wikipedia, fiquei a saber que em português se diz Lvov, em francês Leópol e em alemão Lemberg.

Lvov fica a 350 km de Cracóvia mas a viagem dificilmente se faz em menos de 8 horas. Porquê? Bem, primeiro há as “estradas” – se por norma as estradas polacas já não são muito boas, à medida que nos deslocamos para Leste a situação só piora e partir do momento em que se cruza a fronteira deixam mesmo de existir e são substituídas por um gigantesco buraco com alguns vestígios de alcatrão. Para além das estradas, há outro pormenor que torna a viagem demorada – aparentemente polacos e ucranianos não são os melhores amigos e os serviços fronteiriços não o escondem. Não sei ao certo quando tempo esperámos na fronteira, mas foram várias horas à espera de nada.

Aqui ficam algumas fotos do que encontrámos do outro lado da fronteira:

   

   

 

 

Apenas passei um dia na Ucrânia mas foi suficiente para verificar o enorme atraso em termos de desenvolvimento que tem quando comparada com os países Ocidentais. Apesar disso gostei muito da cidade e espero brevemente poder voltar para uma visita mais demorada!

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