“Sobre a saída de Simão, eu, enquanto benfiquista, terei obviamente muita pena. Mas terei ainda mais… gratidão.
Simão Sabrosa foi o nosso melhor jogador, em todas as épocas em que jogou no nosso clube. Criado no Sporting, soube criar empatia com os benfiquistas, sobretudo pela sua classe e categoria em campo. Resolveu muitas partidas a nosso favor e, sem ele, simplesmente, não teríamos voltado a ser campeões.
É o melhor jogador do plantel, aquele que faz a diferença, o que resolve. E é um capitão de equipa que sabe da responsabilidade dessa braçadeira e da herança de grandes capitães do passado. Publicamente defende sempre a equipa, e isso também é saber ser o capitão.
Quando fomos campeões não vacilou no penalty do Bessa, quando ganhámos a Taça ao Porto de Mourinho resolveu com um golo de cabeça (!), em Liverpool, em Manchester, em Paris, em Montjuic foi ele quem liderou as tropas com golos decisivos. No Camp Nou, um ano antes, esteve a centímetros de nos levar às meias finais, na única oportunidade que tivemos. Era talvez pedir demais… mas a vir alguma coisa de bom desse jogo… viria dali, dos pés do número 20.
Se Simão Sabrosa sair agora do Benfica, sai sobretudo com uma palavra minha, enquanto benfiquista: Obrigado.” - Pedro Ribeiro in Tertúlia Benfiquista.
Apesar de ter muita pena de ver o nosso Simãozinho deixar o Benfica, compreendo perfeitamente os motivos que o levaram a tomar esta decisão – digam o que disserem o dinheiro é muito importante e infelizmente um jogador de futebol tem uma carreira curta e não pode viver de sentimentalismos. Aos 28 anos, Simão tinha talvez a sua última grande oportunidade de fazer um grande contrato e foi isso que aconteceu. Preferia vê-lo a jogar num clube maior, mas tal não foi possível e vai passar as próximas épocas a lutar por lugares na Taça UEFA…
Boa Sorte, Simão! Espero é nunca ter o desgoto de te ver de azul e branco!
Quanto ao Benfica… bem, o Benfica fez o negócio possível… na era pós-Simão o Benfica continuará a ser o Glorioso e certamente novos ídolos surgirão!

Esta é a conversa que mais tenho ouvido dos colegas polacos nos últimos dias.
