Afinal…

Afinal na Polónia “um dia” ainda significa “um dia” – o Cable Guy 3 (o tal que falava inglês) apareceu mesmo no dia e hora que tinha prometido e em poucos minutos lá arranjou a TV Cabo que me faz sentir tão perto de Portugal. Já percebi que nos dias em que há muitas trovoadas a Powerbox pode deixar de funcionar mas também já sei o que fazer para a arranjar eu mesmo. Menos mal…

:-)

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Sinal TV Cabo não disponível

Eh pá! Estou chateado!!! Aliás, chateadíssimo!!!

Ontem estava tranquilamente em casa a ver a final da champions quando de repente a televisão passou a emitir apenas um écran preto que dizia “Sinal TV Cabo não disponível”. “Ah, isto é temporário. Daqui a uns minutos já passa!” – pensei eu.

Esperei, esperei, esperei… e nada! Acabei por ir dormir sem ver nenhuma seriezita da Fox (já é um vício)…

Esta manhã, antes de sair, liguei de novo a TV e lá continuava a mensagem. “Grrr… se calhar fiquei mesmo sem televisão” – pensei.

Ao chegar a casa, estavam uns tipos a mexer nas caixas por onde passam os cabos da televisão. Verifiquei que a minha continuava sem funcionar e fui (tentar) falar com eles.

A conversa foi mais ao menos assim:

Eu – Desculpe. Fala inglês?
Cable guy – Nie.
Eu – É que a minha televisão deixou de funcionar. Ontem estava boa e quando vocês andaram aí a mexer deixou de dar. Sabe o que se passou?
Cable guy – Um momento… o meu colega fala inglês… (em polaco)

Eu – Fala inglês?
Cable guy 2 – Um pouco.
Eu – Boa! Sabe, a minha televisão deixou de funcionar quando vocês ontem andaram a mexer nos cabos. Agora não tenho sinal!
Cable guy 2Hotbird?
EuHispasat!
Cable guy 2 – Mas aqui só há Hotbird.
Eu – Não. Eu tenho uma antena para o Hispasat.
Cable guy 2 – Não entendo. Vou ligar ao meu colega que fala bem inglês.
Eu – Ok…

Eu – Fala inglês?
Cable guy 3 – Sim.
Eu – A minha televisão deixou de receber o sinal do satélite. Não dá nada.
Cable guy 3 – Qual satélite?
EuHispasat.
Cable guy 3 – Em que apartamento é que o senhor mora?
Eu – Vinte.
Cable guy 3 – Ah! Fui eu que instalei a sua antena!! Tem funcionado bem?
Eu – Sim, mas agora não dá nada…
Cable guy 3 – Que estranho. Deve ser qualquer coisa no telhado. Importa-se de passar o telefone ao meu colega?
Eu – Ok.

Bla bla bla bla (em Polaco).

Cable guy 3 – Temos de ir ao telhado para ver isso. Mas só vamos ter a chave amanhã (nota: o facto de já passarem das cinco da tarde deve ter contribuído para “não terem” a chave).
Eu – OK. Obrigado.

E pronto. Lá fiquei com o contacto deles e agora estou à espera para voltar a ter TV! Infelizmente penso que para estes tipos “um dia” quer dizer “vamos tentar fazer isso numa semanita”.

PS – Antes que perguntem – não, eu e os senhores da antena não estivemos a falar em Português - foi mesmo em Inglês!! :-)  

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O Anzol

Rádio Macau – O Anzol

 

Ai eu já pensei,
Mandar pintar o céu em tons de azul,
P’ra ser original
Só depois notei,
Que azul já ele é houve alguém,
Que teve ideia igual

Eu não sei, se hei-de fugir,
Ou morder o anzol
Já não há, nada de novo aqui
Debaixo do sol

Já me persegui,
por becos e ruelas d’horror,
caminhos sem saída
até que me perdi
sozinha sem saber de que cor,
pintar a minha vida

Eu não sei, se hei-de fugir,
Ou morder o anzol
Já não há, nada de novo aqui
Debaixo do sol

Eu não sei, se hei-de fugir,
Ou morder o anzol
Já não há, nada de novo aqui
Debaixo do sol  

Esta é A música que me irá sempre fazer pensar nos tempos de Cracóvia…

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Eurowizja 2007

Ela chama-se Sasha e é Russa, ele é Inglês e chama-se David – juntos formam os "The Jet Set" e foram o grupo escolhido para representar a Polónia no Festival Eurovisão da Canção deste ano. A música, tipicamente polaca (not!), chama-se "Time to Party" e não se qualificou para a fase final…

Da primeira vez que a ouvi achei-a má; no entanto minutos mais tarde vi a música que Portugal apresentou e esta começou a soar muito melhor!

PS – Deviam era ter enviado a nossa Doda! :-)

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Liberdade!

A ideia deste site não é apenas escrever sobre polaquices ou sobre os elementos da cultura portuguesa que por cá vou encontrando. Este cantinho deveria servir também para ir dando notícias sobre o meu dia-a-dia na Polónia a todos os amigos que queiram saber novidades e que tenham alguma curiosidade sobre a minha pequena aventura em terras polacas. Sendo assim, sinto que tenho a liberdade de escrever sobre coisas completamente desinteressantes para os 97% de visitantes que aqui chegam à procura de receitas para a Bimby, de polaquices ou de pornografia (aposto que o facto de ter escrito a palavra pornografia neste post vai fazer com que o Google aqui traga mais umas dezenas de visitantes!).

Vivo há 9 meses em Cracóvia e apesar de ter uma vida bastante confortável (um apartamento simpático bem no centro da cidade, televisão portuguesa, internet, bimby, etc…) havia uma coisa que me faltava para que me sentisse verdadeiramente em casa. O que era? Um samochód!!

Embora Cracóvia tenha uma excelente rede de transportes públicos e seja realmente fácil chegar à maior parte dos pontos da cidadeFui utilizador durante 9 meses! (quer de tram quer de autocarro) havia sempre algumas restrições de mobilidade que me eram impostas por não ter transporte próprio. Exemplos? Tantos:

- Quando queria ir ao supermercado tinha sempre enorme limitações relativamente ao peso das compras que poderia fazer e muitas vezes deixei de comprar bens que achava necessários simplesmente por serem demasiado pesados;

- Normalmente acabava sempre por ir ao mesmo supermercado apenas por ser o mais próximo de casa embora lá nem sempre existissem todos os produtos que queria comprar;

- Sair de Cracóvia era uma chatice pois os transportes públicos são leeeentos! Por exemplo, para ir a Zakopane fazer ski (a 105 km de Cracóvia) a viagem de comboio dura 3 horas e meia! Pronto, já me vão dizer “Ah e tal, tivesses ido de autocarro, palerma!” mas mesmo de autocarro a coisa não fica em menos de duas horas e há sempre o risco de ter que se fazer a viagem em pé!;

- Apesar de trabalhar a 7 km do centro da cidade (e de casa) achava a viagem extremamente cansativa. Não eram poucas as vezes que tinha de fazer o percurso de quase trinta minutos em pé ou com bêbados (que nem sempre cheiravam bem) ao meu lado. O tempo que passava nas paragens à espera que o tram viesse também era um enorme desperdicio!

Agora tudo mudou! Entro no carro, ligo a música, o GPS (para não me perder!) e o ar-condicionado e vou a todo o lado! Chego a casa muito mais bem disposto (também pode ser por agora estar sol) e ando muito menos cansado! Consigo fazer compras para períodos mais longos e posso começar a pensar em visitar sítios nos arredores de Cracóvia que eram inalcançáveis usando transportes públicos.

Quanto ao carro… Aqui fica uma foto:

O meu tram desde 21 de Abril de 2007! 

A primeira pergunta que a minha mãe fez quando lhe mostrei esta foto foi “Filho, vives nesse prédio cheio de graffitis?!” – a resposta é não! Mas é na mesma rua… É uma rua bastante calminha e apesar de a maioria dos prédios não ter graffitis, é natural que aqui não existam prédios novos. Estamos no centro de uma cidade antiga.

Voltando ao tema inicial… acho o carro lindo e adoro conduzi-lo! A condução do Ford Puma é bastante divertida e o único senão que encontro é mesmo o facto de em Cracóvia não haver propriamente estradas adequadas a ele. Acho que foi uma excelente compra pois para além de ter pago praticamente metade do preço que custa em Portugal, este automóvel é melhor e mais novo do que aquele que por lá tenho (e que não quero vender!!!) – vá, não vale dizer que são iguaizinhos porque não é verdade (o Puma é mesmo melhor!).

Ainda não sei é o que lhe irei fazer no próximo Inverno, caso por cá continue. Não gosto da ideia de o deixar na rua a apanhar tempestades de neve e não deve ser nada agradável ter que andar a desenterrar carros até perceber qual é o meu – talvez venha a precisar de uma garagem mas acho que só me irei preocupar com isso daqui por uns meses.

Como isto é a Polónia ainda vou ter que perder algum tempo com burocracias até que todo o processo legal relativo à compra do carro esteja concluído. Aqui, cada vez que um carro mude de dono deve também mudar de matrícula (que será atribuída em função da cidade de residência do proprietário) e ainda não finalizei esse processo. Vai ser lindo explicar a uma velhinha que trabalhe para o Estado polaco e que não entenda uma palavra de inglês o quer quero fazer! Ao fim deste tempo todo já devia estar habituado a este tipo de situações mas infelizmente ainda não é assim. Mas isso dá outra história…

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