Já lá estamos!!!

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São estas as 16 seleções* que vão disputar o Euro 2012:

Polónia (país organizador)
Ucrânia (país organizador)
Alemanha
Rússia
Itália
França
Holanda
Suécia
Grécia
Inglaterra
Dinamarca
Espanha
Croácia
Rep. Checa
Irlanda
Portugal

Agora resta-me esperar que Portugal fique num grupo que seja jogado na Polónia e que eu consiga ir ver alguns jogos!

Portugueses que estejam a pensar visitar a Polónia… sejam bem-vindos!

*novo acordo ortográfico!

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O fim do Kitsch e do Łubu-dubu?

O post anterior em que vos contei o que é número 15 da rua Wielopole foi apenas um prelúdio a este.

Na noite passada, pelas 2h30 da manhã, as escadas que ligam o Łubu-dubu ao Kitsch ruíram e só por muita sorte não houve vítimas graves. Segundo a imprensa local registaram-se 11 feridos ligeiros e foram evacuadas aproximadamente 2000 pessoas, uma a uma, pelas janelas do edifício uma vez que as saídas de emergência são inexistentes.

Wielopole  Wielopole

Wielopole 15, Kraków  Wielopole

A notícia não surpreende ninguém que conhecesse o sítio em questão pois qualquer leigo poderia facilmente aperceber-se do mau estado de conservação do edifício Já desde 2006, quando o conheci, se dizia que “um dia isto cai tudo” enquanto o chão e as escadas abanavam com o peso de milhares pessoas a dançar…

Desta vez caiu mesmo.

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Wielopole 15, Kraków

À primeira vista parece um edifício habitacional devoluto e os mais distraídos que por lá passem durante o dia estarão longe de imaginar que o número 15 da rua Wielopole em Cracóvia alberga alguns dosWielopole 15, Kraków locais mais míticos da noite Cracoviana.

Cada “apartamento” deste prédio sujo, feio, escuro e semi-abandonado no centro da cidade esconde uma discoteca diferente e todas elas têm em comum o facto de serem tão más que parecem irreais – entrar aqui é como viajar no tempo e no espaço para um qualquer local de entretenimento do “outro lado” da Cortina de Ferro. E isso, por estranho que pareça é uma das coisas que torna este local tão único e especial.

Quando a noite cai esta é invariavelmente a última paragem para centenas de noctívagos de Cracóvia. Enquanto os outros espaços da cidade fecham as portas, aqui a noite apenas está a começar e a festa dura até (literalmente) ao amanhecer.

Apesar de existirem mais clubes no prédio, aqueles que fazem parte da minha história em Cracóvia são apenas dois: o Łubu-dubu e o Kitsch.

O Łubu-dubu é uma espécie de discoteca temática dos anos 80 polacos e é normalmente aqui que a visita ao prédio se inicia.

Lubu-Dubu Lubu-Dubu Lubu-Dubu

Uma cerveja, dois dedos de conversa, uma voltinha pela pista de dança para ver como estão as coisas. Outra cerveja, mais dois dedos de conversa e outra visita à pista de dança. E o local começa a esvaziar.

Para onde vai toda a gente? Para casa? Não! Aparentemente todas as festas da cidade convergem para para o último andar, onde se encontra o famoso Kitsch.

Kitsch é realmente um nome apropriado ao que se encontra lá em cima. O chão é pegajoso, as casas de banho são inacreditavelmente sujas e molhadas, a decoração é horrível, o espaço é quente e mal ventilado mas… o conjunto é priceless!

Kitsch2 Kitsch Kitsch 

Apesar do cenário surreal a diversão está garantida a cada visita. Dizem as más-línguas que é “O” spot para os engates de final de noite, mas isso não vou comentar – deixo ao critério dos visitantes. A verdade é que até ao amanhecer a pista está sempre cheia de jovens estudantes locais e também de muitos estrangeiros… ah, e obviamente o álcool é coisa que nunca falta ou não estivessemos nós na Polónia!

Talvez o segredo do sucesso destes sítios seja o facto de serem 100% genuínos, despretensiosos e conservarem a sua alma original, indiferentes ao mundo que os rodeia. Quando me recordar do tempo que vivi na Polónia haverá sempre um capítulo especial dedicado a estes espaços noturnos porque, como diria o senhor obeso da televisão, eu também já fui muito feliz no Wielopole 15. Smile

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Minha pobre língua

Que a geração SMS confunda recorrentemente o uso de hífenes e escreva aberrações como "disses-te" em vez de "disseste" é algo a que infelizmente já estou habituado a ler nas caixas de comentários de qualquer jornal online; no entanto que erros da mesma dimensão sejam deixados durante longas horas em destaque na página principal do site de um dos jornais mais lidos pelos portugueses é algo que ainda me consegue surpreender negativamente.

A Bola

Senhores d’A Bola: "Revoltasse" é o pretérito imperfeito do conjuntivo e serve para se usar em frases como "Se ele não se revoltasse por ter perdido seria um otário!". Obrigado pela atenção.

E qual a ligação deste post à Polónia? Bem, nenhuma das pessoas polacas que conheço que falam a língua de Camões cometem erros destes ao escrever!

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Até já, Polónia!

Mais detalhes em breve…

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Shame on me!

Após cinco anos ainda não falo polaco fluentemente. Aliás ainda não falo polaco de todo. Quer dizer… falo sensivelmente o que falava ao fim do primeiro ano… o suficiente para não morrer à fome e para dizer umas coisas engraçadas às loirinhas, mas insuficiente para explicar ao mecânico os problemas do carro ou para falar com o médico que me tenta fazer um check-up geral…

Mas não desisto! A minha abordagem à questão “aprender polaco” é a mesma dos Sportinguistas (viram? letra maiúscula, muito respeitinho!) em relação a terem uma equipa que jogue bem à bola: para o ano é que é!

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DECO! ASAE!

Quem me dera que vocês pudessem fazer alguma coisa na Polónia!!!

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Como comprar… “um bilhete de eléctrico”

Hoje, devido à “história que não vai ser contada”, tive que deixar o carro em casa e ir para o emprego de tram (podem-lhe chamar eléctrico ou metro, consoante a cidade de onde sejam naturais). Apesar de não o achar muito confortável, este meio de transporte é bastante rápido e eficaz pelo que o facto de ter que o utilizar de vez em quando não me causa grandes incómodos.

Normalmente tenho sempre alguns bilhetes na carteira, mas hoje acabaram-se e tive que comprar mais. Dirigi-me ao quiosque dos bilhetes e foi assim:

- Bom dia! 8 bilhetes “normais”, por favor!

- Não tenho!

Eu, inocentemente a pensar que o meu polaco estava avariado, lá repeti:

- Bilhetes… para o tram… “normais”…

- Não tenho!!! (já com cara de poucos amigos)

- Não tem?! Ok, obrigado.

E lá segui o meu caminho. Como para além do quiosque não existe mais nenhum sítio por perto onde se vendam bilhetes, a única opção era comprar directamente ao “senhor condutor/maquinista”. Assim que entrei no tram dirigi-me a ele e disse:

- Bom dia! Um bilhete “normal”, por favor!

- 2.50 “polónios”! (com ar de quem está a fazer um grande favor)

- Aqui tem – disse eu enquanto lhe meti 3 moedas de 1 na prateleira própria para a venda de bilhetes.

- 2.50 “polónios”!! – respondeu ele com o mesmo ar, e começou a conduzir sem me vender o bilhete.

Esperei em pé até à paragem seguinte e voltei a insistir:

- Só tenho 3 “polónios”! – enquanto olhava para um tabuleiro que ele tinha cheio moedas de 1 e de 0.5 PLN…

- Blabla bla blaaa!!! – respondeu-me ele irritado antes de começar a conduzir novamente; apesar de não entender uma única palavra tenho a certeza de que o homem estava a gritar que não dá trocos.

Desisti, peguei nas minhas moeditas e lá me sentei. Esperei até ao final da viagem que aparecesse um “pica” para me chatear e questionar o facto de eu estar a andar sem bilhete mas (in)felizmente não apareceu ninguém.

E é assim, meus amigos, que se compra um bilhete de eléctrico em Cracóvia!

Ao chegar ao emprego contei esta história aos meus colegas e o que me disseram é que isto é tudo normal! Antigamente os bilhetes comprados directamente aos maquinistas custavam 3 PLN ficando estes com os 0.5PLN de diferença como “bónus” pelo esforço; no entanto há alguns meses a empresa acabou com essa política passando o preço dos bilhetes a ser o mesmo independentemente do local onde são vendidos.

Como protesto, os maquinistas simplesmente recusam-se a dar trocos. E é tudo normal…

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Começou!

Neve! Neve!

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Conduzir em Cracóvia é…

- Circular sempre a 40km/h, apesar de não existir ninguém à nossa frente e a velocidade máxima permitida ser 70km/h;Este sinal é real e encontra-se junto a muitas passadeiras!

- Ignorar a utilidade da faixa da esquerda e circular nela embora não tenhamos qualquer intenção de ultrapassar ou mudar de direcção;

- Começar a reduzir a velocidade quando nos aproximamos de um semáforo verde, não vá ele mudar para vermelho e ficarmos sem tempo para parar;

- Esquecer qualquer um dos três primeiros pontos e acelerar a fundo caso haja algum peão a tentar atravessar na passadeira;

- Ligar o pisca sempre que se rode o volante, mesmo tratando-se apenas de uma curva sem qualquer outra opção de direcção;

- Ter mais partes da estrada com buracos do que alcatroadas;

- Ver o trânsito fluir normalmente após uma semana de neve intensa, mas ficar completamente bloqueado caso chova apenas durante um dia.

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